A Visa planeja cortar 7% de sua força de trabalho, ou cerca de 2.600 empregos, informou um porta-voz da empresa nesta terça-feira (28), à medida que a processadora de pagamentos busca se tornar mais eficiente, cerca de seis meses após uma medida semelhante tomada pela Mastercard, sua principal concorrente.
Os cortes de pessoal afetarão principalmente as equipes de tecnologia e de produtos. A empresa não especificou se o Brasil estará entre os países que serão atingidos."Tenho profunda convicção de que estamos fazendo o que é certo para a Visa, nossos clientes e nossos parceiros, à medida que continuamos a nos concentrar em promover a eficiência em toda a empresa, a fim de reinvestir em nossas oportunidades de maior potencial", afirmou o CEO da empresa, Ryan McInerney, em memorando aos funcionários, cujos trechos foram confirmados pelo porta-voz da empresa.
A Mastercard também havia anunciado planos de demitir 4% de sua força de trabalho global, citando a necessidade de reorientar os investimentos em diferentes áreas. A empresa Block também informou, em fevereiro, que cortaria quase metade de sua força de trabalho, ou seja, 4.000 empregos.
McInerney afirmou que a Visa deve continuar evoluindo em sua forma de operar para aproveitar oportunidades de crescimento e se manter à frente das mudanças do setor, com a IA desempenhando um papel fundamental na aceleração dessa transformação.As demissões em massa ressaltam como as empresas estão começando a traduzir os investimentos em inteligência artificial em mudanças na força de trabalho, aumentando as preocupações entre trabalhadores e economistas de que a tecnologia possa substituir empregos, ainda que impulsione a produtividade e a lucratividade.










