Minério de ferro respondeu por 47,2% do faturamento do setor e o Estado de Minas Gerais liderou em faturamento A indústria da mineração faturou no primeiro semestre R$ 150,7 bilhões, o que representou um crescimento de 8,2% em relação ao mesmo período de 2025. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram). O minério de ferro respondeu por 47,2% do faturamento do setor. No primeiro semestre, a mineração de ferro faturou R$ 71,2 bilhões, queda de 3,1% em comparação com o primeiro semestre do ano passado. Em relação aos Estados, Minas Gerais liderou em faturamento, com R$ 57,6 bilhões registrados, seguido pelo Pará (R$ 52,2 bilhões) e Bahia (R$ 7,5 bilhões). O preço médio do minério de ferro subiu 3,7% no primeiro semestre em relação ao mesmo intervalo de 2025, atingindo US$ 104,75 por tonelada. O preço médio do estanho foi o que mais subiu no semestre, com valorização de 56,7%, para US$ 50.346,81 a tonelada. O preço médio do ouro foi o segundo que mais valorizou, com alta de 52,9%, para US$ 4.695,98 por onça troy. O faturamento da indústria de mineração de ouro cresceu 44,2% no semestre, para R$ 25,3 bilhões. As exportações de ouro cresceram 69,3% no semestre, para US$ 4,57 bilhões. Outro destaque positivo foi o faturamento no segmento de minério de cobre, que subiu 41%, para R$ 20,6 bilhões. As exportações da commodity aumentaram 83,8% no semestre, para US$ 3,86 bilhões, a maior alta dos embarques. O preço médio da tonelada do cobre subiu 38,8% no mercado internacional na primeira metade do ano comparada ao mesmo período do ano passado, para US$ 13.088,09. Balança comercial As exportações do setor minerário somaram 196,2 milhões de toneladas no primeiro semestre, volume 2,4% acima do registrado no mesmo período de 2025. Em valor, as exportações da mineração somaram US$ 25,1 bilhões, aumento de 24,1% em comparação com o primeiro semestre de 2025. O minério de ferro foi responsável por 53,6% das exportações. As importações do setor, por sua vez, aumentaram 6,7% em volume no período, para 20,9 milhões de toneladas. Em valor, as importações minerais aumentaram 18,9% no primeiro semestre, para US$ 4,8 bilhões. O saldo da balança comercial mineral foi de US$ 20,3 bilhões no primeiro semestre, valor corresponde a 48% do saldo da balança comercial brasileira, que foi de US$ 42,36 bilhões. A China foi o principal destino das exportações minerais brasileiras, respondendo por 70,1% dos embarques em toneladas. Já as importações vieram principalmente dos Estados Unidos (18,9%), do Canadá (15,2%), da Rússia (12,7%) e da Austrália (11,6%). Impostos e tributos A arrecadação de impostos e tributos pelo setor aumentou 8,2% no primeiro semestre, para R$ 52 bilhões. A arrecadação da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Naturais (CFEM) totalizou R$ 3,8 bilhões, com aumento de 3,6% em comparação com o primeiro semestre de 2025. Em termos de substâncias minerais, o minério de ferro tem maior participação na arrecadação da CFEM, com 65,1% do total. Investimento O levantamento do Ibram manteve a projeção de que o setor deverá investir US$ 76,9 bilhões entre 2026 e 2030, aumento de 12,5% em relação ao período de 2025 a 2029. Como mostrou o Valor, o grupo de minerais críticos, que inclui terras raras e metais como lítio, níquel e nióbio, responde por US$ 21,3 bilhões do investimento previsto no período, cerca de um quarto do total. Mas o minério de ferro se mantém no patamar histórico de principal destino individual dos recursos, com US$ 19,812 bilhões. — Foto: Bloomberg
Setor mineral fatura R$ 150,7 bilhões no 1º semestre, alta de 8,2%, diz Ibram
Minério de ferro respondeu por 47,2% do faturamento do setor e o Estado de Minas Gerais liderou em faturamento








