Pode parecer contraditório que a primeira coisa que chama a atenção em "Splatoon Raiders" seja a sua falta de cor. As primeiras imagens do game não trazem os tons fluorescentes pelos quais a série de jogos "multiplayer" ficou conhecida, mas sim uma paisagem enevoada, perturbada pelas hélices do helicóptero onde estão os quatro protagonistas da aventura.
Logo, a aeronave é tragada para um redemoinho, e os personagens, agora náufragos, constroem uma base marítima para caçar tesouros nas ilhas vizinhas. A premissa é um tanto súbita, mas basta para introduzir o jogador neste que é o game de "Splatoon" centrado numa aventura solo em vez dos modos competitivos com várias pessoas.
Seguindo a lógica de um RPG de ação —com um personagem personalizável, armas e itens com diferentes níveis etc.—, a base da jogabilidade é a mesma. Na pele de um Inkling —uma lula colorida que toma a forma de uma criança—, o jogador pode usar armas que imitam rifles, metralhadoras e espingardas para atirar tinta pelo cenário. Para recarregar a munição, basta se transformar num molusco e mergulhar nos pigmentos para encher o tanque.
Foi essa a forma que a Nintendo encontrou de fazer um jogo de tiro, mas sem a violência habitual do gênero, e com uma pegada descolada para geração Z e, de certa forma, o público queer.








