Também há preocupação com tsunami; agência nacional de meteorologia emitiu alerta Shopping center na cidade de Kashima danificado após um terremoto atingir a província de Kumamoto, no sul do Japão — Foto: KYODO/via REUTERS O terremoto de magnitude 7,1 que atingiu o sul do Japão nesta terça-feira (28), pode ainda causar outros tremores pelos próximos dois ou três dias, segundo avaliaram especialistas ouvidos pelo jornal japonês "Yomiuri Shimbun". Também há preocupação com tsunamis. Os especialistas lembram que, em 2016, quando foi registrado um terremoto na mesma região com magnitude 7, ocorreram outros tremores também fortes com apenas dois dias de intervalo. Há suspeita de que o terremoto de hoje tenha sido causado pela mesma falha geológica, a Hinagu. Por conta disso, novos tremores semelhantes ao de dez anos atrás poderia acontecer desta vez, segundo alertou ao jornal o sismólogo Aitaro Kato, professor da Universidade de Tóquio. "Existe uma linha de falha que se estende para sudoeste a partir do epicentro deste terremoto e que ainda pode apresentar tensão residual, e há preocupações de que isso possa desencadear uma reação em cadeia de rupturas", disse. Risco de tsunamis A falha geológica de Hinagu se estende até o mar. O sismólogo Shinichi Sakai, do Instituto de Pesquisa de Terremotos da Universidade de Tóquio, disse ao jornal japonês que existe a possibilidade de o mar tremer e isso gerar um tsunami na região. "Por favor, mantenham-se afastados do mar e de outras áreas perigosas. Tenham cuidado, pois os tremores secundários podem continuar por um longo período, como ocorreu com o terremoto de Kumamoto em 2016", disse. Por volta de 16h30 do horário local, Agência Meteorológica do Japão chegou a emitir um alerta de tsunami para as áreas costeiras nos mares de Ariake e Yatsushiro, mas o aviso foi cancelado posteriormente. O professor emérito Kojiro Irikura, da Universidade de Kyoto, concorda e pede cautela. "No entanto, como [a falha geológica] está localizada no interior do continente, não estou muito preocupado com os danos", disse.