O controlador da CSN espera ter uma oferta pela divisão de cimentos de até R$ 16 bilhões Foto: Divulgação/CSN Cimentos - 10/09/2021O processo de venda da operação de cimentos da CSN entra em nova fase no fim da próxima semana, com a data para que os interessados façam propostas vinculantes no dia 07 de agosto. De um lado, a Votorantim Cimentos agora tem como aliada a italiana Cementir Holding. Do outro, a chinesa Huaxin fez até aqui uma das diligências mais detalhadas das 13 plantas industriais da CSN Cimentos.PUBLICIDADEA entrada da italiana dá força à tentativa de compra da Votorantim. Segundo fontes que acompanham o processo de venda, executivos da italiana visitaram as plantas de cimento da CSN em avião do grupo Votorantim. A Cementir tem 25% do mercado de cimento branco no mundo, além de produzir outros materiais de construção,Com a parceria, a cimenteira dos Ermírio de Moraes busca reduzir problemas com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Em uma proposta feita em consórcio, a Votorantim concentraria menos ativos do setor no qual já é líder, com cerca de 35% do mercado nacional. Por sua vez, a Cementir, que está presente em 18 países, marcaria sua entrada no setor cimenteiro do Brasil.Huaxin fez estudo detalhado sobre a companhiaJá a chinesa Huaxin é de quem fontes mais próximas à CSN esperam a melhor oferta. Se no início do processo ela dividia os holofotes com a Sinoma International e outra gigante da China, agora desponta como a chinesa que deve evoluir para uma proposta mais firme. Durante o processo de obter mais detalhes sobre o que está à venda, a Huaxin teria sido, de longe, a mais detalhista, inclusive com contratação de empresas especializadas para estudos mais minuciosos.A Huaxin adquiriu em dezembro de 2024, por R$ 1 bilhão, a Embu S.A., uma das maiores produtoras de pedra britada do Brasil, o que mostra uma estratégia no fornecimento de concreto para obras de grande porte. Além disso, a companhia que já produz 40 milhões de toneladas de cimento fora da China, tem uma estratégia de internacionalização em razão do baixo preço do cimento no mercado chinês.PublicidadeA Polimix, maior concreteira do País e dona da Mizu Cimentos, que também estava entre as interessadas que partiram para a diligência, chega com menos força nessa fase final, de acordo com as fontes. A leitura é de que seria necessária alguma aliança com competidores mais fortes para avançar no processo. Segundo fontes, a empresa teria se aproximado da Huaxin para uma possível parceria.Vendedor não quer demorasPara a CSN, o potencial comprador, além de propor um preço competitivo, seria ideal que não dependesse de um tempo longo de análise por parte do Cade. O endividamento líquido da empresa, ao final do primeiro semestre, superava a casa de R$ 40 bilhões. A promessa do controlador da empresa foi abater de R$ 15 bilhões a R$ 18 bilhões para ganhar conforto financeiro. No caso da Cimentos, espera ter uma oferta pela empresa de até R$ 16 bilhões, somando equity e dívida.Um ponto importante nos próximos passos da negociação está na planta de Volta Redonda, que utiliza a escória da usina de aço da CSN no processo de moagem do cimento. Um contrato futuro, na visão de uma das fontes ouvidas, deve envolver a cobrança de preço de mercado por esse insumo e a transferência de contratos que tem com Gerdau e ArcelorMittal.Procuradas, a CSN, a Votorantim e a Huaxin não comentaram até a publicação dessa reportagem.Esta notícia foi publicada na Broadcast+ no dia 27/07/2026, às 15:35PublicidadeA Broadcast+ é uma plataforma líder no mercado financeiro com notícias e cotações em tempo real, além de análises e outras funcionalidades para auxiliar na tomada de decisão.Para saber mais sobre a Broadcast+ e solicitar uma demonstração, acesse.
Chinesa, italiana e Votorantim se destacam na disputa pela CSN Cimentos
Empresas interessadas têm que fazer suas propostas vinculantes no dia 07 de agosto
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