PUBLICIDADE Primeiro turno está previsto para 13 de dezembro e incluirá eleições presidenciais, legislativas e locais, além de referendo sobre mudanças na Constituição 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Moradores deixam suas casas enquanto a violência das gangues aumenta em Porto Príncipe, Haiti, e passam pelo corpo de uma vítima — Foto: Clarens SIFFROY / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 27/07/2026 - 22:04 Haiti planeja eleições em dezembro, mas insegurança é desafio Haiti anuncia eleições para 13 de dezembro, as primeiras em dez anos, abrangendo pleitos presidenciais, legislativos, locais e um referendo constitucional, mas condicionadas a um "ambiente de segurança aceitável". A violência das gangues, especialmente em Porto Príncipe, representa um grande desafio. Apesar de uma força internacional liderada pelo Quênia, a insegurança persiste. A Comunidade do Caribe apoia o esforço por segurança antes das eleições. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O Conselho Eleitoral Provisório do Haiti anunciou, nesta segunda-feira, a realização de eleições presidenciais, legislativas e locais em dezembro, as primeiras em dez anos. A votação, no entanto, dependerá da existência de um "ambiente de segurança aceitável". O anúncio representa um desafio para o país caribenho, assolado pela violência das gangues. De acordo com um decreto do órgão, o primeiro turno das eleições será realizado em 13 de dezembro, juntamente com um referendo sobre mudanças na Constituição. O segundo turno está previsto para 21 de fevereiro de 2027, enquanto os resultados finais deverão ser divulgados em 7 de março, segundo o decreto. O documento ressalta, contudo, que o calendário "depende do estabelecimento de um ambiente de segurança aceitável e da disponibilidade dos recursos financeiros necessários". O Haiti não realiza eleições desde 2016, e seu último presidente eleito, Jovenel Moïse, foi assassinado em 2021. Gangues fortemente armadas controlam grandes áreas do país, incluindo a maior parte da capital, Porto Príncipe, o que lança dúvidas sobre a possibilidade de garantir segurança suficiente até dezembro. Uma força internacional liderada pelo Quênia, enviada para reforçar a polícia haitiana, não conseguiu conter a violência. Desde então, a missão autorizada pela ONU foi transformada em uma Força de Supressão às Gangues (GSF, na sigla em inglês), com um mandato mais amplo para enfrentar os grupos armados. A Comunidade do Caribe (Caricom) saudou o decreto do Conselho Eleitoral. Em comunicado, o Grupo de Pessoas Eminentes da Caricom pediu aos países que contribuem para a GSF que enviem seus efetivos "o mais cedo possível", a fim de reforçar a capacidade da missão "muito antes do primeiro turno das eleições".