O gari Diêgo Rafael da Silva, 19, que morreu após ser atropelado por um empresário chinês na rua do Bosque, na Barra Funda, zona oeste de São Paulo, na noite de domingo (26), trabalhava na coleta de lixo na cidade havia dois meses, desde maio. Ele era funcionário da Loga, concessionária responsável pela coleta na região.
O coletor era casado, deixa uma filha de 1 ano e 3 meses e a esposa grávida.
Silva aguardava o despejo de resíduos de um contêiner para o interior do caminhão de lixo. Ele estava na lateral esquerda do caminhão quando o veículo conduzido por Guofang Huang, 53 —um Land Rover Discovery preto, ano 2010— o atingiu.
Com o impacto, Diêgo foi arremessado para a parte da frente do caminhão. O boné que usava chegou a ser arremessado e caiu perto de onde ele estava antes de ser atingido.
Conforme o boletim de ocorrência, Huang não parou e fugiu do local. Um motoboy que viu o atropelamento o seguiu, e o empresário retornou ao endereço tempo depois. O motorista do caminhão de lixo interveio para que Huang não fosse agredido por testemunhas. Ele foi submetido ao teste do bafômetro, que aferiu 0,73 mg/l de álcool por litro de ar alveolar — acima do limite de 0,34 mg/l, considerado crime.











