Lula tentou aliança com o partido, mas não houve acordo 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Baleia Rossi, Deputado Federal e presidente do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) — Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 27/07/2026 - 18:49 MDB Opta por Neutralidade na Eleição Presidencial, Unindo Diretórios para Fortalecer Presença no Congresso O MDB decidiu pela neutralidade na eleição presidencial, permitindo que seus diretórios apoiem livremente qualquer candidato. Essa postura busca unir o partido, fortalecendo-o para obter sucesso no Congresso. Apesar de tentativas de aliança com Lula, que obteve apoio em estados do Norte e Nordeste, a sigla mantém divisões internas, com parte alinhada à oposição, especialmente em São Paulo. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O MDB decidiu nesta segunda-feira adotar a neutralidade na disputa presidencial. Em convenção nacional, a legenda liberou os diretórios estaduais e todos os filiados a fazerem campanha para o candidato à Presidência que preferirem. — A liberação nacional acaba unindo e pacificando, deixando o partido mais forte para que nos estados tenha um resultado bastante positivo. Tenho absoluta convicção que vamos ter muito sucesso na Câmara Federal e, da mesma forma, vamos ter muito sucesso no Senado da República — disse o presidente do partido, deputado Baleia Rossi (SP). A legenda teve três ministérios ao longo de quase todo o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ala governista do MDB tentou articular para que a sigla indicasse o candidato a vice-presidente dele em sua tentativa de reeleição. Apesar disso, não houve avanço na negociação e o vice-presidente Geraldo Alckmin, do PSB, foi escolhido para concorrer reeleição. Lula deve ter o apoio do MDB em diversos estados do Nordeste e Norte, como Bahia, Pará, Ceará, Pernambuco, Alagoas e Amazonas. Entre os emedebistas que devem dar palanque para o presidente estão o ex-ministro dos Transportes Renan Filho, pré-candidato a governador de Alagoas, o ex-governador Helder Barbalho, pré-candidato ao Senado no Pará, e o senador Eduardo Braga, que vai tentar a reeleição no Amazonas. Por outro lado, outro setor do partido tem ligação com a oposição. O próprio presidente nacional da sigla, Baleia Rossi, é aliado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), adversário de Lula. O MDB é o partido do vice-governador do estado, Felício Ramuth, que vai disputar a reeleição junto com Tarcísio. O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), apoia o candidato do PL a presidente, Flávio Bolsonaro. Em março, ainda em meio a tentativa de tentar um acordo para o MDB indicar a vice de Lula, o partido divulgou um levantamento em que mostrou que 16 diretórios eram contrários a apoiar o petista e outros 11 núcleos estaduais eram favoráveis à aproximação com o presidente. Mesmo tendo o comando dos ministérios das Cidades, Planejamento e Transportes durante quase todo o mandato do petista e com a saída dos titulares dos cargos apenas para eles disputarem as eleições deste ano, o MDB se dizia independente do governo e acenava a alguns setores da oposição, principalmente em São Paulo e nos estados do Sul. O partido era da base da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e tinha Michel Temer como seu vice. As duas legendas, no entanto, romperam após o impeachment da petista em 2016 e a consequente definição de Temer como presidente. Após isso, a legenda se aproximou do PT em 2022, quando algumas alas do partido apoiaram a eleição de Lula.
MDB faz convenção e decide pela neutralidade na disputa presidencial
Lula tentou aliança com o partido, mas não houve acordo







