A líder opositora na Venezuela e prêmio Nobel da Paz María Corina Machado disse, neste domingo (26), que não participará de um processo de diálogos entre um grupo de opositores e o regime liderado por Delcy Rodríguez, previsto para agosto e apoiado pelos Estados Unidos.

Em meados de julho, o governo interino de Delcy e um grupo de ex-parlamentares opositores do período 2015-2020 anunciaram um plano de trabalho para o "fortalecimento da democracia" no país.

Washington comemorou a iniciativa como um "passo importante no processo de reconciliação política" na Venezuela, da qual diz estar a cargo após a captura do presidente Nicolás Maduro, em janeiro.

"Membros da Assembleia Nacional de 2015 e representantes do regime anunciaram a criação de um mecanismo entre ambos, em cujo desenho, construção e funcionamento não participamos", explicou María Corina, em nota assinada em conjunto com Edmundo González, que foi o principal candidato da oposição nas eleições presidenciais de 2024, fraudadas por Nicolás Maduro.

"Não nos corresponde explicar seus alcances e suas decisões. Quem o impulsiona [o processo] deve informar ao país seus objetivos, seu método e seu cronograma", diz a carta de María Corina, divulgada pelas redes sociais.