Pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (27) apresenta dois cenários estimulados de intenção de voto para o Senado no Rio de Janeiro em 2026. De acordo com o levantamento, a ex-governadora Benedita da Silva (PT) e o deputado federal e o ex-prefeito do Rio Marcelo Crivella (Republicanos) lideram as simulações. Neste ano, cada eleitor votará para eleger 2 senadores. A Quaest apresentou os votos totais de cada pré-candidato, considerando as 2 intenções de voto. Veja os números do cenário 1: Benedita da Silva (PT): 11%Marcelo Crivella (Republicanos): 8%Carlos Portinho (PL): 4%Márcio Canella (União): 4%Alessandro Molon (PSB): 3%Mônica Benício (PSOL): 3%Pedro Paulo (PSD): 3%Waguinho (Republicanos): 3%Marcos Dias (Podemos): 1%Sávio Neves (PSDB): 1%Hélio Secco (Missão): não pontuouIndecisos: 22%Branco/Nulo/Não vai votar: 37% Veja os números do cenário 2: Benedita da Silva (PT): 12%Marcelo Crivella (Republicanos): 9%Carlos Portinho (PL): 4%Mônica Benício (PSOL): 4%Pedro Paulo (PSD): 4%Waguinho (Republicanos): 4%Marcos Dias (Podemos): 1%Sávio Neves (PSDB): 1%Helio Secco (Missão): não pontuouIndecisos: 23%Branco/Nulo/Não vai votar: 38% O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 1.200 eleitores fluminenses entre os dias 21 e 25 de julho. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, e o nível de confiança das estimativas é de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número RJ-02671/2026. Benedita da Silva (PT) e Marcelo Crivella (Republicanos) lideram a corrida ao Senado — Foto: Reprodução Situação de Castro A pesquisa se deu cerca de dois meses após Cláudio Castro (PL), em 28 de maio, desistir de disputar a eleição para o Senado após ser alvo de operações da Polícia Federal (PF), e ficar inelegível por 8 anos, por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, após decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Para o seu lugar o Partido Liberal indicou o senador Carlos Portinho. O caso começou na Justiça Eleitoral do Rio de Janeiro, ainda em 2022, quando o Ministério Público Eleitoral e a coligação que apoiou Marcelo Freixo (o adversário na disputa), entraram com ações de investigação eleitoral. O MP Eleitoral e a campanha de Freixo acusaram o governador e o vice, Thiago Pampolha de irregularidades na Ceperj (uma fundação estadual que atua em estratégias de políticas públicas) e na Uerj (a universidade do estado). Os processos também envolvem Rodrigo Bacellar, ex-deputado estadual afastado do comando da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro; e Gabriel Rodrigues Lopes, ex-presidente da Ceperj. Entre elas: o desvirtuamento da atuação da Ceperj com finalidade eleitoreira;aumento exponencial do orçamento e valores empenhados pela Ceperj para a execução de projetos não previstos na lei;criação de programas sociais não previstos no orçamento;manutenção de uma "folha de pagamento secreta" de 18 mil pessoas contratadas sem concurso público. Fachada do Congresso Nacional — Foto: Saulo Cruz/Agência Senado