Levantamento aponta que, em eventual segundo turno, ex-prefeito do Rio superaria ex-chefe do Executivo por 48% a 18% e presidente da Alerj por 52% a 16% 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O prefeito Eduardo Paes e o ex-governador Anthony Garotinho — Foto: Gabriel de Paiva/06.10.2022 e Brenno Carvalho/05.09.2018 RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 27/07/2026 - 06:47 Eduardo Paes lidera corrida ao governo do Rio com ampla vantagem, aponta pesquisa Eduardo Paes lidera a disputa pelo governo do Rio, segundo pesquisa Genial/Quaest, com 38% a 42% das intenções de voto, superando Anthony Garotinho e Douglas Ruas, empatados com 10%. Em um possível segundo turno, Paes venceria Garotinho por 48% a 18% e Ruas por 52% a 16%. Garotinho é o candidato mais rejeitado, com 65% dos eleitores afirmando que não votariam nele. A pesquisa reflete o cenário eleitoral instável após renúncias e disputas políticas no estado. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Candidato pela terceira vez ao governo do Rio, o ex-prefeito da capital Eduardo Paes (PSD) lidera com folga a corrida eleitoral deste ano em todos os cenários testados pela Genial/Quaest, divulgada nesta segunda-feira. É a primeira sondagem do instituto a medir o pulso dos eleitores fluminenses desde a oficialização das candidaturas. Segundo o levantamento, Paes marca de 38% a 42% das intenções de voto nos três cenários de pesquisa estimulada — em abril, ele tinha entre 34% e 40%. Os adversários que mais se aproximam dele, por ora, são o ex-governador do Rio Anthony Garotinho (Republicanos) — cuja condenação no âmbito da chamada Operação Chequinho, que apurou o uso de um programa social para suposta compra de votos em Campos dos Goytacazes, em 2016, foi anulada — e do presidente da Assembleia Legislativa do Rio, Douglas Ruas (PL), que aparecem em segundo lugar, empatados com 10%. No levantamento sem Garotinho, o candidato do PL marca 11%. O percentual dos entrevistados que indicaram intenção de voto nulo, em branco ou disseram que não vão votar é de 16% a 19%, a depender do cenário. Os indecisos somam entre 18% e 19%. Na sondagem espontânea, em que o instituto pede que os entrevistados indiquem a intenção de voto sem apresentar os nomes de concorrentes antes, Paes é citado por 9%; Ruas, por 3%; e Garotinho, 1%. Neste caso, os indecisos são 84%. O levantamento ouviu 1.200 eleitores do Rio de Janeiro entre 21 e 25 de julho. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada junto à Justiça Eleitoral sob os números BR-07670/2026 E RJ-02671/2026. Cenários testados No primeiro cenário, com todos os postulantes ao governo do Rio, Paes aparece na liderança com 38%, seguido por Garotinho e Ruas, com 10%. William Siri (PSOL) é o quarto, com 2%. André Marinho (Novo), Coronel Busnello (Missão), Cyro Garcia (PSTU), Juliete Pantoja (UP) marcaram um ponto, assim como o ex-governador do Rio Wilson Witzel (DC). Luan Monteiro (PCO) não pontuou. Os indecisos somam 19%, e aqueles que indicaram voto em nulo, branco ou não vão votar são 16%. Sem Garotinho, no segundo cenário, Paes chega a 42% das intenções de voto. Numa disputa sem os dois ex-governadores, o ex-prefeito também vai a 42%, contra Ruas, com 11%. Apesar da ampla liderança de Paes, mais da metade dos eleitores (55%) afirma que ainda pode mudar o voto para o governo. Para 43% dos eleitores fluminenses, a escolha para governador já é definitiva. Em abril, os eleitores decididos eram 39%. Segundo turno Se ocorresse hoje, uma eventual disputa de segundo turno entre Paes e Garotinho teria 48% de intenções de voto para o ex-prefeito da capital, contra 18% do ex-chefe do Executivo fluminense. Os indecisos são 11%, e branco/nulo/não vai votar, 23%. Paes aparece ainda mais forte num eventual embate direto com Douglas Ruas no segunda turno. O ex-prefeito da capital marca 52% ante 16% do presidente da Assembleia Legislativa. Um quinto dos eleitores (20%), neste caso, indica voto branco/nulo/não vai votar. Os indecisos são 12%. Garotinho é candidato mais rejeitado A pesquisa Genial/Quaest mostra, ainda, que Anthony Garotinho é o candidato ao governo do Rio mais rejeitado entre os concorrentes. Seis em cada dez entrevistados (65%) afirmaram que o conhecem e não votariam nele, contra 51% de Witzel, 40% de Eduardo Paes e 17% de Ruas. O presidente da Alerj, aliás, é o menos conhecido entre os principais postulantes: 71% disseram não saber quem ele é. Paes, por sua vez, é o mais conhecido: apenas 12% afirmaram não saber de quem se trata. Outros 48% disseram que conhecem e votariam no ex-prefeito. O cenário eleitoral do Rio A renúncia em maio de 2025 do vice eleito, Thiago Pampolha, para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), e a condenação do então presidente afastado da Alerj Rodrigo Bacellar (União) consolidaram o vácuo de poder no Rio. Para suprir a vacância de governador e vice, a Constituição exige uma eleição para mandato-tampão; enquanto isso, o Rio fica sob o comando de um governador interino. Ruas, que recebeu a chancela de partidos da base de Castro para sucedê-lo, tentou assumir o quanto antes o posto de governador, que lhe daria recursos e exposição cruciais antes de ser testado nas urnas. Paes, por sua vez, tenta evitar que o adversário acesse esses trunfos, o que gerou uma batalha jurídica no Supremo Tribunal Federal (STF). O STF suspendeu a linha sucessória do estado e manteve o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Ricardo Couto, como governador interino até que a Corte termine de decidir qual será o formato da eleição-tampão. A determinação foi feita pelo ministro Cristiano Zanin, em uma ação protocolada pelo diretório estadual do PSD, partido de Paes. Recentemente, o ex-prefeito de Nova Iguaçu Rogério Lisboa (PP) desistiu de ser vice de Douglas Ruas na corrida para o governo do Rio. A saída de Lisboa foi interpretada como o primeiro passo rumo a uma provável neutralidade da federação PP-União no estado, o que isolaria o PL e favoreceria o ex-prefeito Eduardo Paes. No entanto, diante dos impasses, o PL afirma que tem a garantia de permanência da federação União-PP na aliança. O presidente da Assembleia Legislativa foi oficializado como postulante ao Palácio Guanabara sem ter um vice definido, e há ainda uma vaga para o Senado pendente na coligação — a outra é de Carlos Portinho, do próprio PL.