Morte assistida foi realizada em outubro de 2023 pelo psiquiatra Menno Oosterhoff, que afirma ter seguido a legislação holandesa e continua defendendo a prática em casos de sofrimento psiquiátrico 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Milou Verhoof, de 17 anos — Foto: Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 27/07/2026 - 06:04 Caso de Eutanásia Psiquiátrica de Jovem na Holanda Divide Opiniões na Europa A morte assistida de Milou Verhoof, 17 anos, na Holanda, reacendeu o debate sobre eutanásia psiquiátrica na Europa. Realizada pelo psiquiatra Menno Oosterhoff, o caso enfrenta contestação judicial dos pais da jovem e de médicos que questionam a legalidade do procedimento. A controvérsia envolve alegações de influência parental e capacidade de decisão de Milou, diagnosticada com transtornos psicológicos severos. O caso, amplamente divulgado, levanta questões éticas em outros países europeus. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A morte assistida da adolescente holandesa Milou Verhoof, de 17 anos, em 2023, voltou ao centro do debate sobre eutanásia psiquiátrica na Europa após uma disputa judicial envolvendo seus pais, o psiquiatra que realizou o procedimento e um grupo de médicos que questionou a legalidade do caso. A família entrou com uma ação disciplinar, neste mês de julho, para identificar os 14 psiquiatras e médicos que enviaram uma carta ao Ministério Público da Holanda pedindo uma investigação sobre a decisão que levou à morte da jovem. Disputa reacende debate sobre eutanásia psiquiátrica Segundo os pais, as alegações de que eles poderiam ter influenciado a filha a optar pela eutanásia lhes causaram graves danos enquanto ainda enfrentavam o luto. A carta também levantava dúvidas sobre a capacidade de decisão de Milou, sobrevivente de estupro e diagnosticada com transtorno de estresse pós-traumático, depressão e histórico de automutilação. Apesar das críticas, um comitê regional de revisão concluiu que o procedimento foi realizado em conformidade com a legislação holandesa. A mãe da adolescente, Mireille Verhoof, rejeitou as acusações em entrevista à imprensa holandesa. — Esses psiquiatras nunca trataram Milou. Nunca a viram. Não conheciam seu prontuário médico, mas nos apresentaram ao sistema judiciário como pais que levaram nossa filha à morte. Ainda sofremos com isso, dia e noite — afirmou. O psiquiatra Menno Oosterhoff também defendeu sua atuação e reiterou que seguiu rigorosamente os critérios previstos na lei da Holanda, que permite a eutanásia desde 2002 para pacientes em sofrimento considerado insuportável, sem perspectiva de melhora e que façam um pedido voluntário e consciente. O médico sustenta que doenças psiquiátricas graves podem causar sofrimento comparável ao de enfermidades terminais e argumenta que negar a eutanásia, em alguns casos, pode levar pacientes ao suicídio. O caso ganhou ampla repercussão após um documentário sobre a trajetória de Milou até a eutanásia se tornar o programa mais assistido da televisão pública holandesa, dividindo opiniões entre aqueles que veem a decisão como um reconhecimento do sofrimento da adolescente e os que consideram que o sistema de saúde falhou ao oferecer a morte em vez de alternativas terapêuticas. A discussão também se estende a outros países europeus, como a Espanha, onde casos semelhantes alimentam o debate sobre os limites éticos da morte assistida para pacientes com transtornos psiquiátricos.