Time precisará evoluir para alcançar o Palmeiras da tabela do Brasileirão 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Flamengo e São Paulo empatam no Maracanã — Foto: Gilvan de Souza/Flamengo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 26/07/2026 - 22:42 Flamengo tropeça no São Paulo e vê Palmeiras manter liderança O Flamengo empatou com o São Paulo no Maracanã e viu a liderança do Palmeiras se manter, apesar da derrota do rival. Com uma atuação aquém diante de um São Paulo pouco competitivo, o time de Leonardo Jardim precisa melhorar para disputar o título do Brasileirão. O jogo revelou dificuldades na posse de bola e na pressão adversária. Desfalques como De la Cruz e Arrascaeta pesaram, e a vitória escapou por detalhes e falta de agressividade nas jogadas finais. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Ninguém será campeão brasileiro em julho, mas é inevitável que a corrida pelo título seja vista como uma disputa rodada a rodada entre Flamengo e Palmeiras. Então, há duas formas de olhar para o empate do Flamengo com o São Paulo, no Maracanã. Em última análise, vencer o Brasileirão significa tirar a diferença para o Palmeiras, time que fez 44 pontos na primeira metade do torneio. Ou seja, a perspectiva é de que esta seja uma corrida que deixa pouca margem para erro, porque o líder não foi, na primeira metade da disputa, um time dado a deixar muitos pontos pelo caminho. No entanto, a frustração que tomou o Maracanã não apenas pelo 1 a 1, mas pela forma como o Flamengo se apresentou, terminou por ser atenuada pela derrota palmeirense, consumada uma hora depois. Parece cedo para cravar que este campeonato interrompido por longos 52 dias para a Copa do Mundo vá mudar muito de cara no segundo semestre e o líder passará a tropeçar mais. Então, por ora, os rubro-negros podem celebrar o fato de terem reduzido a distância para o líder. Mas é fato que será preciso jogar melhor. Foi uma exibição fraca diante de um São Paulo que não vinha sendo um dos times mais competitivos do campeonato. Um jogo em que dois aspectos chamaram atenção: a dificuldade para o time sair de trás quando pressionado e o fato de raramente ter conseguido engrenar uma sequência de ataques, nunca colocando o ambiente do estádio a seu favor. O Flamengo de Leonardo Jardim tem períodos de seus jogos em que prefere defender atrás e buscar ataques rápidos. Mas o caso é que ontem nem dominou pela posse, nem conseguiu atrair a pressão do São Paulo e escapar com eficiência. O bom trabalho defensivo dos visitantes, com uma boa pressão no campo ofensivo, deixou o Flamengo muito desconfortável para sair jogando, o que realçou atuações abaixo dos padrões de Jorginho e Vitão nos primeiros passes. Com isso, o Flamengo esticava bolas de maneira precipitada, não se estabelecia com posse no campo de ataque, tinha menos volume do que costuma apresentar jogando no Maracanã. Em todos estes casos, os desfalques fizeram falta: de Léo Ortiz na saída de bola, passando por Paquetá e chegando a Arrascaeta, que por questões físicas começou no banco. Outro ponto é que as iniciativas de pressão do Flamengo nem sempre funcionaram, o que permitiu ao São Paulo dividir a posse. O jogo nunca pareceu controlado. O melhor momento aconteceu quando Pulgar, numa boa ação individual em saída de bola, iniciou o bom ataque finalizado por ele mesmo no travessão. Ou quando Samuel Lino, movendo-se entre volantes e zagueiros do São Paulo, buscou algum passe decisivo. O futebol é, muitas vezes, um jogo de detalhes. E um deles quase deu ao Flamengo uma vitória que não parecia próxima. José Barros, assistente de Leonardo Jardim, estava à beira do campo pouco antes de um escanteio. Ele é o responsável pelas jogadas de bola parada rubro-negras, e passou o recado sobre qual seria o plano. Jorginho saiu da segunda trave pelas costas dos defensores do São Paulo e se antecipou para desviar a bola emendada por Léo Pereira. Detalhe para um lado e para o outro, porque na hora do gol Arrascaeta já se colocava à beira do campo para entrar. Com ele em campo, o Flamengo até ganhou as combinações entre o camisa 10 e Pedro, mas perdeu vigor. O time voltou a defender mais perto de sua área sem a agressividade necessária, e deu espaços para Osório cruzar e Calleri empatar. O fim de jogo até teve um Flamengo com volume, mas muito menos ordem com Cebolinha pela direita e sem Pedro. O time até achou um gol, que seria uma generosidade do destino, mas Wallace Yan estava impedido. Ganhar o Brasileirão exigirá evolução. COMPETITIVO O Botafogo foi mais determinado do que brilhante no Mineirão, o bastante para conseguir uma importante vitória sobre um desfalcado Cruzeiro. O time conseguiu pressionar bem o rival e deixá-lo desconfortável na hora de construir, graças ao meio-campo reforçado com Huguinho, Medina e Danilo, que não esteve tecnicamente bem. Com bola, no entanto, faltou inspiração. Destaque para o zagueiro Justino, pelo gol e pela defesa da área. Justino comemora gol marcado pelo Botafogo contra o Cruzeiro — Foto: Vítor Silva / Botafogo PAVIO CURTO Neymar deixou em segundo plano seus gols na Vila Belmiro. O pavio curto o fez enfileirar discussões com rivais e árbitro, até receber um cartão e desfalcar o necessitado Santos. Ontem, soube-se que destratou jovens colegas. Neymar não parece leve. Até a celebração de um gol foi em tom de confronto após as críticas por ter ido a um torneio de pôquer enquanto o Santos jogava. É como se a superexposição, da qual nunca se protegeu, ainda o tire do eixo. HOMEM X MÁQUINA A primeira rodada com o impedimento semiautomático foi um alento. A nova tecnologia deu rapidez às decisões e clareza na comunicação, acrescentando credibilidade, o que é diferente de infalibilidade. Mas a postura dos atletas ainda impede que o campo se torne um ambiente melhor. Simulações como a de Alejo Véliz, do Bahia, e as encenações de falsas agressões em Cruzeiro x Botafogo retrataram como o jogo por aqui é ingovernável.
Flamengo tem mais sorte do que competência em rodada favorável
Time precisará evoluir para alcançar o Palmeiras da tabela do Brasileirão
1,035 words~5 min read






