Os fundos negociados em bolsa (ETFs) estão surgindo em ritmo acelerado nos mercados locais da América Latina, à medida que investidores migram para uma série de novos produtos adaptados à demanda doméstica.
O avanço é mais visível no Brasil, onde a combinação de novos produtos e de novos fluxos de recursos levou os ativos dos ETFs listados localmente a quase triplicarem nos últimos dois anos, para cerca de R$ 116 bilhões (US$ 22,8 bilhões). Gestoras, da BTG Pactual Asset Management à Itaú Asset Management, estão entre aquelas que expandiram rapidamente seus negócios de ETFs, atendendo investidores que buscam formas eficientes em termos tributários de investir nos mercados de dívida de alto rendimento do país. Em México, Chile e Colômbia, emissores de ETFs também viram o apetite por suas ofertas locais crescer para níveis recordes.
A onda de novos produtos reflete uma evolução mais ampla dos mercados financeiros da América Latina, onde os investidores têm cada vez mais acesso a veículos especializados adaptados às preferências locais. Ela se assemelha ao desenvolvimento observado em mercados de ETFs mais maduros, como o da Coreia do Sul, onde a expansão da oferta de produtos acompanhou uma base de investidores mais sofisticada.








