Cantor inglês, que acaba de lançar um disco de rocks eletrizantes com os Rolling Stones, diz, contudo, que ‘não há nada bom em envelhecer’: ‘Você não adquire sabedoria. Você esquece tudo’ 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Mick Jagger — Foto: Getty Images Hoje o mais velho dos Rolling Stones, o cantor inglês Mick Jagger completou este domingo 83 anos de idade. Parabéns não faltaram: mãe de um de seus filhos, Lucas, a apresentadora brasileira Luciana Gimenez desejou um feliz aniversário em um stories do Instagram, com foto ao lado dele e do filho. Já Lucas, em outro stories, no seu perfil, publicou uma foto ao lado de Mick com a legenda “feliz aniversário, papai”. Parte de uma geração de roqueiros como Pete Townshend, do The Who, que dizia na música “My generation” que preferia morrer a ficar velho, Mick Jagger escolheu uma terceira opção: viu a idade passar e não ficou velho. No começo do mês, ao lado de Keith Richards (82) e Ron Wood (79), deu uma prova de vitalidade ao lançar “Foreign Tongues”, álbum dos Stones cheio de eletrizantes rocks, que muitos músicos com menos da metade da idade deles conseguiriam fazer. Stories de Luciana Gimenez e de Lucas Jagger — Foto: Reprodução do Instagram O fato é que, ao longo de seis décadas, desde que montou a banda com Richards, o cantor manteve as pedras rolando, com sabedoria. Além do blues e do rock, ele levou os Rolling Stones a experimentar com a disco music, a new wave e não recusou as modernidades da produção fonográfica. Enquanto isso, se manteve nos palcos com carisma e boa forma física, comandando as plateias. Fora dos palcos, Jagger também atuou em filmes, produziu projetos, apoiou causas beneficentes e se tornou uma das figuras culturais mais reconhecidas do Reino Unido, enquanto muitos de seus contemporâneos se limitaram à música e mais tarde se aposentaram. Mais do que apenas uma estrela do rock, o cantor soube evoluir, enquanto sua influência, como Mick Jagger, era sentida em artistas de diferentes gerações do rock: uma cultura que deve muito aos Rolling Stones. E um outro talento que o inglês conserva é o de manter-se absolutamente blasé. No último dia 11, em entrevista ao New York Times, para promover “Foreign Tongues”, Mick Jagger rejeitou o mito da eterna juventude e disse que não via nada de bom em envelhecer: “Não há nada de bom nisso. Nada. Você não adquire sabedoria. Você esquece tudo. Esqueci toda a minha sabedoria”, confessou, ressaltando que talvez “tivesse tido algumas pérolas” de conhecimento, mas que “esqueceu quais eram”. “Não é particularmente agradável e, claro, você não consegue fazer as coisas tão rápido quanto gostaria, e fisicamente não consegue fazer coisas que gostaria de fazer”, acrescentou. “Você ainda pode fazê-las, mas precisa ter mais cuidado.”