0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Flávio Bolsonaro e Michelle Bolsonaro — Foto: Renan Areias e Cristiano Mariz Além do esforço concentrado que mobilizou por uma semana aliados dos dois lados da guerra familiar, um outro fator fez a diferença para a costura da trégua entre Michelle e Flávio Bolsonaro: o clima péssimo dentro da casa onde a ex-primeira-dama vive com Jair Bolsonaro no bairro do Jardim Botânico, em Brasília. Nas palavras de aliados de Michelle, a reconciliação virtual na última sexta-feira, com a publicação dos vídeos de madrasta e enteado, também levou em consideração o estado de espírito de Jair Bolsonaro, que teria ficado contrariado com as fissuras internas do clã escancaradas em praça pública. “O clima estava ruim. Ele estava ‘de bico’ desde que a briga começou. Era preciso tornar a casa habitável de novo”, resume um interlocutor de Michelle. Conforme informou o blog, enquanto a bolha bolsonarista comemora a reconciliação virtual de Michelle e Flávio, aliados já articulam nos bastidores os próximos passos para virar a página e encerrar de uma vez a guerra: o acerto de uma conversa presencial e a gravação de um novo vídeo da primeira-dama, para ser exibido na convenção nacional do PL neste sábado (25), em São Paulo. A presença da ex-primeira-dama na convenção foi descartada, por conta dos cuidados de saúde exigidos pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, que recebe uma série de medicações ao longo do dia. “Ela não vai por conta dele. Numa canetada o Alexandre de Moraes prendeu o Bolsonaro e a Michelle também”, afirma um aliado de Michelle. “Mesmo que ele fosse num bate-volta [para São Paulo], ela não faria ida e volta em menos de dez horas.” Bolsonaro fez dois apelos a Michelle em meio à guerra familiar. O primeiro foi para não desistir da candidatura ao Senado pelo Distrito Federal, onde sua eleição é considerada certa até mesmo por adversários do campo da esquerda. O segundo pedido teria sido que ela não se isolasse em casa e arrumasse espaço na agenda para participar de eventos de campanha pelo Distrito Federal, ao lado da senadora Damares Alves (Republicanos-DF), e da governadora Celina Leão (PP), que atuaram como “bombeiras” da crise. Viajar para outros estados, como no caso da convenção de Flávio, é algo considerado praticamente descartado por conta dos tempos de deslocamento, questões logísticas e o monitoramento da saúde de Bolsonaro. Força-tarefa Além de Celina e Damares, a força-tarefa para pacificar os ânimos entre Michelle e Flávio incluiu o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto e o coordenador da pré-campanha de Flávio à Presidência, o senador Rogério Marinho (PL-RN). Conforme o roteiro traçado pelos “bombeiros”, Flávio primeiro publicou um vídeo de 2 minutos e 35 segundos pedindo desculpas à madrasta, e ela postou duas horas depois um vídeo de 2 minutos e 9 segundos aceitando o pedido e se comprometendo a ajudá-lo na corrida presidencial. “Todos nós cometemos erros, isso é humano. Aceito o seu pedido, eu te desculpo”, disse Michelle, prometendo reunir um “Exército de pessoas de bem” para “resgatar o Brasil”. De acordo com uma fonte que acompanhou de perto a articulação do armistício, “muita gente trabalhou nos bastidores, não foi obra de um só”. “A Celina convenceu a Michelle [a concordar com a gravação do vídeo] e passou o que era pro Flávio fazer. Aí entrou a turma mais próxima do Flávio, principalmente o Valdemar, que convenceu o Flávio a gravar esse vídeo."
O que fez a diferença para a trégua entre Michelle e Flávio Bolsonaro
O que fez a diferença para a trégua entre Michelle e Flávio Bolsonaro
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