Campanha foi criada após vídeo do caso viralizar nas redes sociais; enquanto ela alegava precisar proteger a família, arrecadação para a vítima recebeu menos da metade do valor 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Campanha de Shiloh Hendrix arrecadou cerca de R$ 4,4 milhões — Foto: Reprodução | GiveSendGo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 24/07/2026 - 17:23 Condenada por racismo, mulher arrecada milhões em vaquinha online Shiloh Hendrix, condenada por insultos racistas a um menino negro autista de 8 anos em Minnesota, arrecadou cerca de R$ 4,4 milhões em uma vaquinha online alegando precisar proteger a família. O caso viralizou nas redes sociais, gerando críticas. A plataforma GiveSendGo, usada na campanha, defendeu a liberdade de arrecadação mesmo em casos controversos. Hendrix foi sentenciada a liberdade condicional e trabalho comunitário. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Shiloh Hendrix, condenada por "conduta desordeira" após chamar um menino negro autista de 8 anos de um insulto racista em um parque de Minnesota arrecadou mais de US$ 859 mil (cerca de R$ 4,4 milhões) em uma campanha de financiamento coletivo criada após o caso ganhar repercussão nacional. A vaquinha foi aberta depois que o vídeo da discussão viralizou nas redes sociais e levou a uma onda de críticas contra ela. Na descrição da campanha, que recebeu mais de 30 mil doações, a mulher afirmou que ela e a família passaram a sofrer ameaças, tiveram informações pessoais expostas na internet e precisaram mudar de endereço. Segundo o texto, os recursos seriam destinados a despesas com segurança, custos jurídicos e apoio para reconstruir a vida da família. Especialistas ouvidos pelo jornal britânico The Guardian afirmam que o caso representa uma mudança em relação a episódios semelhantes ocorridos nos últimos anos. Antes, pessoas flagradas em atitudes racistas costumavam enfrentar apenas rejeição pública e consequências profissionais. Agora, em alguns casos, também passam a receber apoio financeiro de milhares de pessoas. A GiveSendGo, plataforma onde a campanha foi hospedada, é frequentemente utilizada para arrecadações ligadas a figuras e causas da extrema direita. Em nota ao The Guardian, a empresa afirmou que não endossa necessariamente as opiniões ou ações dos organizadores das campanhas e defendeu a manutenção da arrecadação sob o argumento de que acredita na liberdade de oferecer ajuda financeira mesmo em casos controversos. Insultos racistas a criança O episódio ocorreu em abril de 2025, em um parquinho infantil. A mulher acusou o menino, descrito pela família como "profundamente e visivelmente autista", de pegar um sachê de purê de maçã de sua bolsa. Em seguida, ela passou a dirigir repetidamente insultos racistas à criança, segundo o homem que presenciou a cena e filmou sua interação com a mulher. O vídeo viralizou nas redes sociais. Shiloh Hendrix foi condenada por "conduta desordeira", mas absolvida de acusações de racismo — Foto: Reprodução | FOX News 2 TV Nas imagens, a mulher aparece com um bebê no colo e admite ter usado o insulto e afirma que poderia chamá-lo daquela forma "se é assim que ele age", conforme registrado na denúncia. Ela também insultou o homem que fazia a gravação. Sentença Nesta quinta-feira, o júri do caso de Shiloh considerou a acusada culpada pela infração cometida contra o homem que gravou a discussão em vídeo, mas a absolveu da acusação relacionada à criança. Ela foi multada em US$ 1 mil (cerca de R$ 5,1 mil) e sentenciada a um ano de liberdade condicional, 200 horas de trabalho comunitário e 90 dias de prisão — pena que pode ser suspensa caso ela cumpra os termos da liberdade condicional. Walé Elegbede, presidente da filial de Rochester da NAACP, classificou o veredicto como um "resultado misto" e decepcionante. — As palavras e as ações da Sra. Hendrix causaram enorme medo e trauma a uma criança indefesa. Para muitos membros da nossa comunidade, este não foi apenas um incidente isolado em um parquinho. Foi um doloroso lembrete de que o ódio representado por aquela palavra ainda existe nos dias de hoje — afirmou à TV americana. Iléa Ferraz, Cyda Moreno, Maria Ceiça e Vilma Melo contam como enfrentaram o racismo estrutural e levaram adiante uma carreira de sucesso na darmaturgia 1 de 6 Maria veste macacão Mixed; Vilma veste colete Clari; Cyda veste conjunto em tricô Anselmi; Iléa veste vestido Clar. Todas as joias usadas são Verkko + Awa — Foto: Thiago Bruno 2 de 6 Vilma Melo: Atriz e professora de artes cênicas formada pela UNIRIO, tem entre os destaques no currículo o fato de ser a primeira atriz negra a vencer o Prêmio Shell de melhor atriz, em 2017, pelo espetáculo “Chica da Silva — o musical”. Além de enfileirar sucessos de crítica no teatro, ela é protagonista de “Encantado’s”, um hit de humor do Globoplay — Foto: Thiago Bruno X de 6 Publicidade 6 fotos 3 de 6 Iléa Ferraz: Com perfil multimídia, transita entre atuação, canto, literatura e artes visuais. Foi indicada ao Shell, na categoria de melhor atriz em 2003, com a peça “Nunca pensei que ia ver esse dia”. Na TV, atuou em produções de sucesso como “Xica da Silva” (TV Manchete), “A padroeira” e “Tenda dos Milagres” (ambas da TV Globo) — Foto: Thiago Bruno 4 de 6 Atriz, produtora cultural, pesquisadora de teatro negro, professora e mestre em ensino de artes cênicas pela UNIRIO, atuou em novelas como “Amor perfeito” e “A padroeira”, da TV Globo. Também produziu e protagonizou os espetáculos “Eu amarelo: Carolina Maria de Jesus”, “Luiza Mahin… eu ainda continuo aqui” (ambos indicados ao Shell) e “Ninas” — Foto: Thiago Bruno X de 6 Publicidade 5 de 6 Maria Ceiça: No ar como a Tia Marlene no remake de “Elas por elas”, na TV Globo, a atriz esteve no elenco de obras de sucesso do canal, como “Fera ferida” e “Por amor”. Além da TV, tem também grandes sucessos do cinema no currículo. “Orfeu”, de Cacá Diegues, e “Se eu fosse você”, de Daniel Filho, são dois exemplos — Foto: Thiago Bruno 6 de 6 Atrizes posaram para ensaio exclusivo e foram entrevistadas por Taís Araujo — Foto: Thiago Bruno X de 6 Publicidade Atrizes posaram para ensaio exclusivo e foram entrevistadas por Taís Araujo Após o veredito, a promotoria de Rochester afirmou que a condenação reconhece a gravidade do episódio e ressaltou que a acusada admitiu ter adotado uma conduta "odiosa e racista" contra uma criança com deficiência, acrescentando que ela demonstrou falta de remorso. — O Estado reconhece o que tornou esse incidente tão doloroso para muitos, em nossa comunidade e além: a Sra. Hendrix admitiu integralmente sua conduta odiosa e racista contra uma criança com deficiência e outras pessoas, e lucrou imensamente sem demonstrar qualquer remorso — disse, em nota, o Procurador Municipal de Rochester.