Todos os demais candidatos aparecem com 13% ou menos na pesquisa 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro — Foto: Arquivo O GLOBO RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 24/07/2026 - 20:02 Pesquisa Datafolha: Lula lidera votos; Flávio Bolsonaro é mais rejeitado Pesquisa Datafolha revela que Flávio Bolsonaro é rejeitado por 48% e Lula por 46% dos eleitores, enquanto outros candidatos não ultrapassam 13% de rejeição. Apesar da instabilidade na campanha de Flávio, Lula lidera intenções de voto. A imposição de tarifas pelos EUA influenciou os discursos eleitorais, com Lula defendendo a soberania nacional e Flávio ajustando sua retórica contra as medidas americanas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira mostra que o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) são os postulantes ao Planalto mais rejeitados pelos eleitores. São 48% os que afirmam não votar no filho de Jair Bolsonaro de jeito nenhum, enquanto 46% dizem o mesmo sobre o petista. Todos os outros candidatos aparecem com percentuais de 13% ou menos. Lula e Flávio mantiveram o mesmo índice registrado em junho. Os dados indicam que, assim como ocorreu nas intenções de voto, a sucessão de crises na campanha do presidenciável do PL não impactou a sua rejeição, embora esteja em patamar mais alto que a dos rivais. O Datafolha ouviu 2.004 eleitores, com mais de 16 anos, em todo o país entre os dias 22 e 24 de julho. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. O nível de confiança na amostra é de 95% e representa a quantidade de vezes em que se espera que a coleta realizada represente de fato o pensamento médio da população brasileira, considerando a margem de erro. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o código BR-01166/2026. Cenário de estabilidade Os dados mostram que Lula lidera todos os cenários testados de intenção de voto, seja no primeiro ou no segundo turno. O levantamento é o primeiro feito após entrar em vigor o novo tarifaço de 25% aplicado pelo governo Donald Trump, aliado de Jair e Flávio Bolsonaro, a parte dos produtos brasileiros, citando haver concorrência desleal do Pix, decisões do Supremo contra plataformas digitais e outros pontos contestados pelo governo Lula. Na quinta-feira, os Estados Unidos anunciaram que vão introduzir uma segunda taxa a uma lista de produtos brasileiros, dessa vez de 12,5%, sob alegação de vínculo a trabalho forçado. Apesar das medidas, o Datafolha indicou um cenário de estabilidade na corrida eleitoral. A investida do governo americano, no entanto, pautou discursos dos principais candidatos nas últimas semanas. De um lado, Lula reforçou o discurso em defesa da soberania nacional e tem buscado vincular a punição ao Brasil à atuação da família do ex-presidente Jair Bolsonaro no exterior, estratégia que deve se manter ao longo da campanha. Do outro, Flávio precisou recalibrar o discurso, diante da repercussão negativa, e passou a se posicionar contra o tarifaço. O senador chegou a participar nos EUA da audiência do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), órgão do governo americano responsável pela aplicação da medida, ocasião em que pediu o adiamento da sanção. O tarifaço também levou o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) a mirarem em Flávio e no entorno de Bolsonaro. Ambos criticaram esta semana o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) após ele ter recebido o Green Card do governo Trump, em meio às sanções tarifárias a produtos brasileiros.