No levantamento anterior, petista marcava 41% contra 31% do senador 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Lula, Flávio Bolsonaro, Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Renan Santos — Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil, Edilson Dantas / Agência O Globo, Reprodução/TV Globo, Divulgação e Genial/Divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 24/07/2026 - 19:07 Lula lidera pesquisa presidencial com 40%, seguido por Flávio Bolsonaro com 32% Lula lidera a corrida presidencial com 40% das intenções de voto, segundo a pesquisa Datafolha. Flávio Bolsonaro aparece em segundo, com 32%, seguido por Ronaldo Caiado com 4%. A pesquisa reflete impactos do tarifaço dos EUA sobre produtos brasileiros, que influencia a campanha, com Lula defendendo a soberania nacional e Flávio ajustando seu discurso. A coleta ouviu 2.004 eleitores com margem de erro de 2 pontos percentuais. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a corrida pelo Planalto na simulação de primeiro turno com 40% das intenções de voto, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira, a primeira desde que foram iniciadas as convenções partidárias. O petista tem 8 pontos percentuais de vantagem contra o senador Flávio Bolsonaro, que marca 32%. O Datafolha também mostra Lula à frente de todos os cenários de segundo turno testados. O quadro, segundo o instituto, é de estabilidade na margem de erro, de dois pontos percentuais, apesar de crises recentes da campanha do presidenciável do PL, como o tarifaço aplicado pelos EUA e a briga com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Em seguida, aparece o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), com 4%. Já o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) e o ativista Renan Santos (Missão) marcaram 3%. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. Na pesquisa anterior do Datafolha, divulgada no mês passado, Lula liderava tanto os cenários de primeiro quanto de segundo turno. Na simulação da primeira etapa da eleição, o petista aparecia com 41% das intenções de voto, diante de 31% de Flávio Bolsonaro. Na simulação de segundo turno contra Flávio, o petista marca 48%, enquanto o parlamentar aparece com 43%. Na pesquisa anterior do Datafolha, divulgada no mês passado, Lula registrava 47%, e o senador alcançava 43%. O levantamento é também o primeiro feito após entrar em vigor o tarifaço de 25% aplicado pelo governo Donald Trump, aliado de Jair e Flávio Bolsonaro, a parte dos produtos brasileiros, citando haver concorrência desleal do Pix, decisões do Supremo contra plataformas digitais e outros pontos contestados pelo governo Lula. Na quinta-feira, os Estados Unidos anunciaram que vão introduzir uma segunda taxa a uma lista de produtos brasileiros, dessa vez de 12,5%, sob alegação de vínculo a trabalho forçado. Apesar das medidas, o Datafolha indicou um cenário de estabilidade na corrida eleitoral. A investida do governo americano, no entanto, pautou discursos dos principais candidatos nas últimas semanas. De um lado, Lula reforçou o discurso em defesa da soberania nacional e tem buscado vincular a punição ao Brasil à atuação da família do ex-presidente Jair Bolsonaro no exterior, estratégia que deve se manter ao longo da campanha. Do outro, Flávio precisou recalibrar o discurso, diante da repercussão negativa, e passou a se posicionar contra o tarifaço. O senador chegou a participar nos EUA da audiência do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), órgão do governo americano responsável pela aplicação da medida, ocasião em que pediu o adiamento da sanção. O tarifaço também levou Caiado e Renan Santos a mirarem em Flávio e no entorno de Bolsonaro. Ambos criticaram esta semana o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) após ele ter recebido o Green Card do governo Trump, em meio às sanções tarifárias a produtos brasileiros. Sucessão de crises Flávio também enfrentou nos últimos meses uma sucessão de crises. O filho de Bolsonaro viu a pressão subir após virem à tona mensagens em que solicita recursos a Daniel Vorcaro, do Banco Master, sob o argumento de financiar a produção de uma cinebiografia sobre seu pai. O senador também teve uma briga pública com Michelle Bolsonaro. Na quinta-feira, Flávio divulgou um vídeo com um pedido de desculpas à madrasta, após o embate contribuir para minar o desempenho do presidenciável junto ao eleitorado, sobretudo o feminino, além de provocar um racha entre aliados. O senador também chega à convenção do PL neste sábado sem ter conseguido atrair alianças com partidos do Centrão. O PP já indicou que manterá a neutralidade na corrida presidencial, movimento que deve ser seguido pelo União Brasil, com que está federado. O Republicanos caminha na mesma direção e, embora as conversas com a campanha de Flávio continuem e uma decisão formal ainda não tenha sido tomada, a legenda têm indicado preferência por também permanecer neutra. O Datafolha ouviu 2.004 eleitores, com mais de 16 anos, em todo o país entre os dias 22 e 24 de julho. O nível de confiança na amostra é de 95% e representa a quantidade de vezes em que se espera que a coleta realizada represente de fato o pensamento médio da população brasileira, considerando a margem de erro. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o código BR-01166/2026.