A Venezuela anunciou nesta sexta-feira (24) sua retirada definitiva do Tribunal Penal Internacional (TPI), que investiga possíveis crimes contra a humanidade cometidos desde 2017 sob o governo do ditador deposto Nicolás Maduro.
"Por instruções da presidente interina Delcy Rodríguez, a Venezuela comunicou ao secretário-geral da ONU, António Guterres, sua decisão firme e irrevogável de denunciar o Estatuto de Roma e iniciar sua retirada definitiva do TPI, conforme o Artigo 127", escreveu em sua conta no X o chanceler venezuelano, Félix Plasencia.
A líder da Venezuela, Delcy Rodríguez, durante discurso do lado de fora do Palácio de Miraflores, em Caracas, em janeiro - Pedro Mattey - 29.jan.26/AFP
Em março de 2024, ainda com Maduro no poder, a corte rejeitou pedido da Venezuela para que o tribunal deixasse de investigar abusos de direitos humanos por membros do regime.
Em julho do ano anterior, Caracas havia recorrido de uma decisão para retomar a investigação, argumentando que, neste caso, deveria ser acionado o princípio da complementaridade, segundo o qual a corte sediada em Haia só pode intervir se um país não estiver investigando, domesticamente, esses supostos crimes.










