Evento promete reunir seis mil participantes, que vão cruzar a ponte Rio-Niterói no dia 2 de agosto 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 A edição do ano passado da corrida ‘Desafio da Ponte’ recebeu cinco mil inscritos — Foto: Amanda Melo Atravessar a ponte Rio-Niterói é se deparar com uma paisagem deslumbrante de uma ponta à outra. Se de carro a experiência já é inesquecível, participar de uma corrida na pista pode deixar lembranças incríveis na memória. A edição de 2026 da “Desafio da Ponte”, única prova do país que proporciona essa vivência aos atletas, deve marcar não só a trajetória dos corredores como também o calendário nacional de corridas de rua. Com percurso de 21km, a competição está com largada prevista para às 6h30 do dia 2 de agosto, ao lado do Caminho Niemeyer, em Niterói (RJ). Os participantes vão cruzar a Baía de Guanabara até o Boulevard Olímpico, na Praça Mauá, Zona Portuária do Rio. A prova acontece pelo segundo ano consecutivo, após a sua retomada em 2025. ODesafio da Ponte foi interrompido em 2013, por conta das obras na região central da capital fluminense. No ano passado, a competição recebeu mais de cinco mil inscritos. Deste total, 78% eram do estado do Rio. Os outros participantes vieram, majoritariamente, dos estados vizinhos: São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo. O deslocamento dos participantes mobiliza o setor hoteleiro. No ano passado, 45% dos visitantes ficaram hospedados em hotéis, com permanência média de 2,75 dias. O sucesso da edição passada pode ser medido pelo feedback dos corredores: 87% deram nota 9 ou 10 para a experiência da corrida, e 93% afirmaram que pretendem voltar para a próxima prova. Agora, a competição espera seis mil participantes para o primeiro domingo de agosto. — A corrida carrega todo um simbolismo, porque está ligada ao início das maratonas do Brasil. A primeira vez que uma prova passou pela ponte Rio-Niterói foi em 1981. Muitas pessoas pediam para voltarmos com ela. E o retorno foi um sucesso. Esse ano a gente consolida o evento no calendário nacional — conta Pedro Pereira, Head de Produto do Desafio da Ponte. Além da oportunidade única de atravessar a ponte correndo, o evento prepara um “kit” operacional para os atletas, que vão contar com pontos de hidratação a cada 3km, posto médico, 20 ambulâncias e operação médica durante o percurso. Parceiros como a Z2 e a Liquidz vão distribuir, respectivamente, gel de carboidratos e eletrólitos para os corredores. — Colocamos o atleta no centro da jornada. Desde o momento em que ele se inscreve até o dia da prova, com informações do que ele vai encontrar, sobre o treinamento. E esse padrão operacional de excelência, para que ele possa performar — comenta Pereira. O Desafio da Ponte possui desafios esportivos que mobilizam os participantes. Para realizar a inscrição, os atletas tiveram que comprovar seus índices de tempo alcançados em outras corridas. — Essa é uma prova única. Não é uma corrida normal, as pessoas não conseguem atravessar a ponte fazendo um treino. É uma história diferente, a prova é muito técnica. O primeiro desafio dos atletas é o vão central da ponte, que é um pouco íngreme. E o segundo são os ventos que podem passar pela baía durante o trajeto — explica João Traven, diretor técnico do evento. Lucinete de Souza, de 65 anos, foi a primeira colocada da primeira edição da prova, em 1981. Em 2025 ela repetiu a experiência — Foto: Divulgação Correr para celebrar Quem enfrentou esses desafios e está pronta para encarar tudo de novo é a decoradora floral Lucinete de Souza, de 65 anos. Carioca de nascimento, mas moradora de Maricá (RJ), ela guarda uma conexão antiga com a maratona. Lucinete foi a primeira colocada entre as mulheres na corrida de 1981. O bom desempenho rendeu a ela o convite para uma corrida em Seul, na Coreia do Sul, em que conquistou o 9º lugar. Em 2025, ela retornou às pistas da Rio-Niterói junto com o Desafio da Ponte. — É uma história linda, eu tinha só 20 anos quando ganhei. Agora eu corro pelo esporte, pela saúde. Meu objetivo é ser feliz ali e fazer amizades. Ano passado, eu revivi uma história. No dia de pegar o kit da corrida, chorei. A ponte me abriu muitas portas, me levou para viajar. Representar o Brasil e vestir a camisa do meu país foi um sonho realizado. É muito emocionante correr, aquele visual é demais — afirma ela, acrescentando que o clima do evento é um ponto alto: — A corrida é uma festa, todo mundo está alegre. Para mim, correr é celebrar a vida, do início ao fim. O ambiente de diversão acompanha todo o percurso. Durante o trajeto, patrocinadores e parceiros do evento fazem ativações, com pontos de torcida e música. Na chegada, os atletas vão ser recebidos com uma grande festa e ações como customização de camisa, gravação do tempo realizado na medalha, estações de bem-estar e praça de alimentação. O encerramento do dia vai ficar por conta do show do guitarrista Rodrigo Santos, ex-integrante do Barão Vermelho, e sua banda, Call The Police. A chegada acontece na Praça Mauá, onde uma série de ativações aguarda os corredores — Foto: Aline Reis Redução de resíduos Alto rendimento, entretenimento e sustentabilidade formam os três pilares que estão por trás do evento. O último elemento está presente em ações para reduzir a produção de resíduos. — No ano passado, demos sachê de água e não copos para os atletas. Eles conseguem guardar os sachês no bolso até a chegada, sem precisar deixar copos de plástico no caminho. Fizemos uma campanha: quem entregasse os sachês ao final, ganharia um brinde. Deu muito certo e vamos repetir— explica João Traven. O evento também mobilizou embarcações para ficar na Baía de Guanabara recolhendo resíduos que, eventualmente, possam cair no mar. No ano passado, a adesão dos atletas à campanha dos sachês chegou a 90% e os barcos acabaram recolhendo apenas resíduos que já estavam na baía. Foram mais de 130kg retirados da água e destinados à reciclagem. O Desafio da Ponte é realizada pela Dream Factory e pela Spiridon. Além dos parceiros Z2 e Liquidz, a corrida conta com o patrocínio da Enel, da Michelob Ultra, da Claro, da Águas do Rio e da Authen. O Desafio da Ponte é apresentado por Enel Brasil, tem a cerveja Michelob Ultra como patrocinadora master, conta com patrocínio da Claro e da Águas do Rio e tem a Authen como marca esportiva oficial. Enel Brasil, Michelob Ultra e Claro apoiam o evento por meio da Lei Estadual de Incentivo ao Esporte do Governo do Rio de Janeiro, via Secretaria de Estado de Esporte e Lazer. Promovido pela Dream Factory e pela Spiridon, o Desafio da Ponte oferece a única oportunidade do ano de atravessar correndo a Ponte Rio–Niterói, reunindo esporte, performance e uma experiência única em um dos cenários mais emblemáticos do país