Gasto como proporção do PIB fechará no ano em 19,3%, calcula Executivo 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Sede do Ministério da Fazenda, em Brasília — Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 24/07/2026 - 16:03 Subsídio a Combustíveis Eleva Gastos e Afeta Meta Fiscal do Brasil O subsídio a combustíveis elevou as despesas federais do Brasil ao patamar de 2023, com previsão de gasto em 19,3% do PIB. A medida foi necessária devido ao aumento dos preços do petróleo pela guerra no Oriente Médio, resultando em R$ 23,4 bilhões em créditos extraordinários. Apesar de não afetar o arcabouço fiscal, impacta a meta das contas públicas, prevendo um déficit de R$ 52 bilhões, mas um superávit de R$ 10,8 bilhões na contabilidade oficial. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Relatório divulgado nesta sexta-feira pelos ministérios da Fazenda e do Planejamento mostra que as despesas do governo federal voltaram ao patamar de 2023, primeiro ano do atual mandato do presidente Lula. A alta ocorre em decorrência dos gastos extras assumidos pelo governo para subsidiar os combustíveis por conta da guerra no Oriente Médio — que elevou o preço do barril de petróleo no mercado internacional. O Executivo fez subvenções à gasolina, ao diesel e ao gás de cozinha. Pelas contas do governo, foram R$ 23,4 bilhões em créditos extraordinários, elevando as despesas totais. Esse tipo de gasto não interfere nos limites do arcabouço fiscal, embora atinja a meta para as contas públicas. O governo tem dito que a conta será pega pela receita extra decorrente da própria guerra, já que a alta do petróleo aumenta a arrecadação com royalties. A previsão do governo é fechar com as despesas na casa de 19,34% do PIB. O valor é ligeiramente inferior a 2023 (19,46%) e maior que 2024 (18,70%) e 2025 (18,80%). O ano de 2023 é importante ao se analisar o desempenho das contas públicas, já que o então recém-iniciado governo Lula havia conseguido aprovar no Congresso, antes mesmo de tomar posse, uma autorização para gastar mais de R$ 145 bilhões em extras, para cobrir diversas despesas. Esse gasto extra acabou sendo incorporado ao arcabouço fiscal, aprovado em 2024 e que limita a alta dos gastos a até 2,5% ao ano — trava que fez as despesas caírem com proporção do PIB nos anos seguintes. Agora, com guerra, o gasto subiu. A previsão da equipe econômica é fechar o ano com um déficit de R$ 52 bilhões. Dessa conta, são retiradas despesas como precatórios e alguns gastos com Defesa. Por isso, na contabilidade oficial, haveria um superávit de R$ 10,8 bilhões — acima do limite de tolerância da meta fiscal, que é zero.