A informação é do ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou que a continuidade da subvenção da gasolina em R$ 0,44 por litro custará entre R$ 1,2 bilhão a R$ 1,3 bilhão por um mês. Essa subvenção foi prorrogada por mais 30 dias, a partir de 26 de julho, devido ao recrudescimento do conflito no Oriente Médio. Há, ainda, uma subvenção de R$ 1,12 ao diesel, que continua em vigor. Essa tem custo entre R$ 5 bilhões e R$ 5,5 bilhões por mês, explicou Moretti, ao ser questionado sobre o tema durante entrevista coletiva do relatório bimestral de avaliação de receitas e despesas do Orçamento relativo ao terceiro bimestre do ano, divulgado hoje. "Estamos analisando o cenário da guerra, por isso fizemos a extensão da subvenção da gasolina por apenas um mês. Assim que medidas não sejam mais necessárias, retiraremos ou reduziremos as subvenções", afirmou Moretti. A secretária de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Débora Freire, explicou que a grade de parâmetros desse relatório bimestral foi fechada em 6 de julho, quando o cenário apontava para um cessar fogo entre Estados Unidos e Irã, e o preço do petróleo Brent voltava a uma situação de normalidade. Por isso, a pasta projetou um valor médio de US$ 79,16 para 2026 no terceiro relatório bimestral do ano. Contudo, não houve o cessar fogo, e o Brent no mercado internacional ultrapassou US$ 100 nesta semana. Ela disse que, se esse preço for mantido, haverá reflexo positivo na arrecadação federal, mas afirmou que o cenário ainda é de muita incerteza para fazer projeções. "É esperado que com Brent mais caro, tenhamos maior impacto na arrecadação. Mas o cenário ainda é de muita incerteza. Ainda é cedo fazer avaliação em termos do preço do petróleo", disse Freire. Moretti reforçou que o dever do governo é ser conservador nas projeções diante das incertezas sobre o conflito no cenário externo. — Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Extensão da subvenção à gasolina vai custar até R$ 1,3 bilhão por mês
A informação é do ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti












