Islamabad acusa Cabul de abrigar militantes islâmicos que cruzam a fronteira para realizar ataques Soldado talibã mantém vigilância em posto perto da fronteira entre Afeganistão e Paquistão — Foto: REUTERS/Stringer Militantes islâmicos lançaram um veículo carregado com explosivos contra um posto de controle no noroeste do Paquistão, matando 15 pessoas, entre as quais 12 soldados. Em confronto, 12 militantes foram mortos pelas forças paquistanesas. O ponto, alvo do ataque noturno na passagem da quinta para a sexta-feira, era controlado conjuntamente por policiais e militares em distrito próximo à fronteira com o Afeganistão, uma área que há muito tempo abriga militantes islâmicos. Militantes locais associados ao Talibã, conhecidos na região como Tehreek-e-Taliban Pakistan, assumiram responsabilidade pelo atentado, que teria envolvido quatro homens-bomba, de acordo com comunicado do grupo. O Talibã tem mantido confrontos com o Paquistão desde 2007 em tentativa de derrubar o governo e substituí-lo por sua versão de governança islâmica. O governo do Paquistão diz que os militantes encontram refúgio no Afeganistão, onde treinam e planejam ataques ao Estado vizinho — uma acusação que Cabul nega com a alegação de que se trata de problema doméstico do Paquistão.