4ª edição do Bonito Cinesur começa nesta sexta-feira (24) 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Bianca Comparato em cena de 'A vida de cada um', de Murilo Salles — Foto: Divulgação Começa nesta sexta-feira (24) em Bonito, no Mato Grosso do Sul, a 4ª edição do Bonito Cinesur — Festival de Cinema Sul-Americano. O evento acontece até o dia 1º de agosto e conta com mostras competitivas, pré-estreias, sessões especiais, oficinas, debates e homenagens. "Querido trópico", de Ana Endara, foi o filme escolhido para a abertura do evento, em sessão no Auditório Kadiwéu do Centro de Convenções de Bonito, com a apresentação do ator Reynaldo Gianecchini. O longa é uma coprodução entre Panamá e Colômbia. Novo filme de Aurélio Michiles, "Honestino", mescla de documentário e ficção estrelada por Bruno Gagliasso, terá pré-estreia na programação do festival. O filme reconstitui a trajetória de Honestino Guimarães, líder estudantil, presidente da UNE e símbolo da resistência contra a Ditadura Militar, perseguido, sequestrado e desaparecido pelo regime em 1973. A atriz, diretora e dramaturga chilena Paulina García, vencedora do Urso de Prata do Festival de Berlim por "Glória", será uma das homenageadas no evento. Também será reconhecido o diretor franco-brasileiro Vincent Carelli, conhecido pelo trabalho em documentários de temática indígena como "Martírio" (2016), que integra a programação do festival. Filmes de temática indígena e ambiental, por sinal, ganham destaque importante na programação do Bonito Cinesur. Seja em exibições especiais de obras clássicas como "A história oficial" (1985), de Luis Puenzo, ou "Aldeia de Nalike" (1936), de Claude Lévi-Strauss e Dina Lévi-Strauss, seja em mostras competitivas de longas e curtas voltadas apenas para obras sobre o meio-ambiente. Justiça climática, contaminação da água, extrativismo, memória radioativa, espécies invasoras e modos de vida ameaçados são alguns dos temas abortados pelas obras selecionadas. Para a competição de longas latinos, foram selecionados "A vida de cada um", de Murilo Salles, "El hombre de la luz", de Christian Márquez, "Hijo mayor", de Cecilia Kang, "La noche esta marchándose ya", de Ezequiel Salinas e Ramiro Sonzini, e "¿Quien mató a Narciso?", de Marcelo Martinessi.