Exaustão, tristeza, raiva… uma mistura de emoções paira no ar em meio a um cenário apocalíptico de prédios desabados após o duplo terremoto que abalou a Venezuela. Um mês depois, muitos ainda lutam para recuperar seus mortos em meio a uma massa impenetrável de escombros.
Em 24 de junho, dois terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 atingiram a Venezuela. Números oficiais confirmam quase 5.400 mortes até o momento, além de aproximadamente 200 prédios destruídos e outros 856 com danos que os tornam inabitáveis.
O número de desaparecidos não foi divulgado, embora se estime que chegue a milhares.
Depoimentos coletados pela AFP em La Guaira, um popular balneário a 40 km de Caracas e epicentro do desastre, indicam que os equipamentos para recuperação de corpos estão concentrados nos escombros de prédios de habitação social construídos pelo governo, enquanto em outras áreas há pouca assistência.
“Residencias Caribe” é um dos conjuntos habitacionais de classe média e construção privada que foram devastados. O complexo era composto por quatro torres onde, segundo uma lista elaborada por familiares, cerca de 140 pessoas ainda estão desaparecidas.








