Justiça amplia indenização a Roh Soh-yeong após considerar valorização da fortuna de Chey Tae-won durante boom da inteligência artificial; disputa se arrasta há quase uma década 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Esta foto, tirada em 26 de junho de 2026, mostra o presidente do Grupo SK, Chey Tae-won, chegando ao tribunal para comparecer ao seu novo julgamento sobre a divisão de bens com sua ex-esposa, Roh Soh-yeong, diretora do Centro de Arte Nabi, no Tribunal Superior de Seul — Foto: YONHAP / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 24/07/2026 - 08:49 Chey Tae-won, do SK Group, condenado a pagar R$ 3,27 bi à ex-esposa O "divórcio do século" na Coreia do Sul culmina com Chey Tae-won, líder do SK Group, condenado a pagar R$ 3,27 bilhões à ex-esposa Roh Soh-yeong. O Tribunal Superior de Seul ampliou a indenização, considerando o aumento da fortuna de Chey, impulsionada pelo boom da inteligência artificial. O casamento de 34 anos terminou em 2015 após revelações de infidelidade. A decisão destaca a contribuição de Roh ao conglomerado, mas ainda cabe recurso. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O Tribunal Superior de Seul determinou nesta sexta-feira (24) que o bilionário Chey Tae-won, presidente do conglomerado SK Group e da fabricante de chips SK Hynix, pague 944 bilhões de wons (cerca de R$ 3,27 bilhões) à ex-esposa, Roh Soh-yeong. O caso, conhecido na Coreia do Sul como o "divórcio do século", encerra mais um capítulo de uma disputa judicial iniciada após o fim do casamento de 34 anos do casal, embora ainda caiba recurso à Suprema Corte. Fortuna impulsionada pela inteligência artificial A decisão elevou significativamente o valor definido em primeira instância e levou em consideração a forte valorização do patrimônio de Chey durante o boom global da inteligência artificial. Segundo o Financial Times, a indenização equivale a cerca de 12% da fortuna do empresário, estimada em US$ 5,6 bilhões pelo Bloomberg Billionaires Index. Segundo o tribunal, o crescimento das ações do grupo SK não decorreu apenas da atuação empresarial do executivo, mas também da contribuição de Roh ao longo do casamento, por meio da administração da família, da criação dos três filhos e de atividades relacionadas ao conglomerado. A Justiça também destacou que a valorização das empresas do grupo durante o processo foi considerada para garantir uma divisão patrimonial considerada justa. Chey, cuja fortuna é estimada em cerca de US$ 5,6 bilhões, tornou a SK Hynix uma das principais fornecedoras mundiais de chips de memória para inteligência artificial, beneficiada pela explosão da demanda do setor. Analistas avaliam, no entanto, que a decisão não deve comprometer seu controle sobre o conglomerado, já que o pagamento poderá ser feito em dinheiro, sem necessidade de vender sua participação na holding do grupo. Explosão de bateria em fábrica na Coreia do Sul iniciou enorme incêndio; veja fotos 1 de 9 Fábrica de baterias de lítio em Hwaseong, Coreia do Sul, é atingida por incêndio — Foto: YONHAP / AFP 2 de 9 Vista aérea de bombeiros trabalhando para extinguir um incêndio em uma fábrica de baterias de lítio em Hwaseong — Foto: YONHAP / AFP X de 9 Publicidade 9 fotos 3 de 9 A sinalização da empresa na fábrica de baterias de lítio danificada pelo fogo de propriedade da fabricante de baterias sul-coreana Aricell é vista ao anoitecer em Hwaseong — Foto: ANTHONY WALLACE/AFP 4 de 9 Holofotes iluminam uma seção de uma fábrica de baterias de lítio de propriedade da fabricante de baterias sul-coreana Aricell ao anoitecer após um grande incêndio nas instalações em Hwaseong — Foto: ANTHONY WALLACE / AFP X de 9 Publicidade 5 de 9 Incêndio em fábrica de baterias na Coreia do sul deixou mortos e feridos — Foto: YONHAP / AFP 6 de 9 Bombeiros trabalham para extinguir incêndio em uma fábrica de baterias de lítio em Hwaseong — Foto: YONHAP / AFP X de 9 Publicidade 7 de 9 Equipes de emergência e investigadores examinam o local um dia após um incêndio em uma fábrica de baterias de lítio de propriedade da fabricante sul-coreana de baterias Aricell em Hwaseong — Foto: YONHAP / AFP 8 de 9 Equipes de emergência e investigadores examinam o local um dia após um incêndio em uma fábrica de baterias de lítio de propriedade da fabricante sul-coreana de baterias Aricell em Hwaseong — Foto: YONHAP / AFP X de 9 Publicidade 9 de 9 Equipes de emergência e investigadores examinam o local um dia após um incêndio em uma fábrica de baterias de lítio de propriedade da fabricante sul-coreana de baterias Aricell em Hwaseong — Foto: YONHAP / AFP Acidente aconteceu em Hwaseong, ao sul da capital, Seul, em uma unidade que pertence ao grupo sul-coreano Aricell, especializado em baterias O casal O casamento começou a ruir publicamente em 2015, quando Chey revelou em uma carta publicada na imprensa sul-coreana que mantinha um relacionamento extraconjugal e tinha um filho fora do casamento. Dois anos depois, o casal iniciou oficialmente o processo de divórcio, dando origem a uma longa disputa sobre a divisão de um patrimônio que cresceu de forma expressiva com a expansão da SK nos setores de semicondutores, telecomunicações e energia. Segundo o The New York Times, o caso também reacendeu debates sobre a relação histórica entre os grandes conglomerados familiares sul-coreanos, conhecidos como chaebols, e o poder político do país, já que Roh é filha do ex-presidente Roh Tae-woo e a disputa envolveu discussões sobre a origem da fortuna que impulsionou o crescimento do grupo SK nas décadas anteriores. Roh chegou a reivindicar quase metade da fortuna do ex-marido, mas a Justiça fixou sua participação em aproximadamente um terço dos bens considerados passíveis de divisão.
'Divórcio do século': bilionário da tecnologia é condenado a pagar R$ 3,27 bilhões à ex-mulher na Coreia do Sul
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