Linhas fazem trajeto entre o município da Região dos Lagos, e a capital fluminense; quadrilha realizaria cobrança de taxas dos motoristas e controle dos pontos de embarque 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Um agente da Draco/IE num dos endereços alvo de buscas — Foto: Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 24/07/2026 - 09:19 Operação no RJ Desarticula Quadrilha de Transporte Clandestino A Polícia Civil do Rio de Janeiro realiza operação contra uma quadrilha suspeita de explorar transporte clandestino entre Cabo Frio e a capital fluminense, com um policial militar como suposto líder. O grupo cobrava taxas de motoristas e controlava pontos de embarque, sendo responsável por extorsões e ameaças. A ação visa apreender provas e aprofundar investigações sobre o esquema ilegal. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A Polícia Civil do Rio faz, nesta sexta-feira, uma operação que tem como alvo uma quadrilha suspeita de explorar o transporte intermunicipal clandestino de passageiros. O esquema, que teria um policial militar da ativa como chefe, controlaria linhas que fazem trajeto entre Cabo Frio, na Região dos Lagos, e a capital fluminense, obrigando os motoristas a pagarem taxas e fiscalizando pontos de embarque. Agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco/IE) cumprem cinco mandados de busca e apreensão em Cabo Frio e no Rio. As investigações começaram a partir de informações encaminhadas pelo Departamento de Transportes Rodoviários do Estado do Rio (Detro-RJ) que apontam a existência de um grupo estruturado que, há anos, explora clandestinamente as linhas intermunicipais. O PM apontado como chefe do esquema é, de acordo com a Polícia Civil, o principal alvo da operação desta sexta-feira. Segundo as investigações da Draco/IE, além de coordenar o transporte clandestino, ele seria o responsável por tentar impor um monopólio da atividade na Região dos Lagos. Para isso, usaria sua influência para controlar os pontos de embarque e a atuação dos motoristas. As apurações revelaram, ainda conforme a Polícia Civil, que o controle do transporte ilegal de passageiros estaria associado a homicídios relacionados a disputas pelo controle dos pontos. Outros crimes também associados à quadrilha são, entre outros, extorsões mediante cobrança de taxas ilegais, ameaças contra motoristas concorrentes e agentes públicos responsáveis pela fiscalização, e danos qualificados. Durante as investigações, foram reunidos depoimentos de motoristas, fiscais, policiais e testemunhas, além de registros fotográficos, vídeos e comprovantes de movimentações financeiras. Os investigadores descobriram que o bando atua com divisão de tarefas entre administradores, captadores de passageiros — chamados de "papagaios" —, motoristas e responsáveis pelos pontos de embarque. Os mandados de busca e apreensão têm como objetivo localizar aparelhos celulares, computadores, documentos, registros financeiros, armas, valores e demais elementos capazes de aprofundar as investigações, identificar outros envolvidos e esclarecer a extensão das atividades da organização criminosa.