Em crise financeira e sob nova administração, clube recusou negociar o volante; reação de empresários e partes envolvidas tratou como devolução o que seria uma compra 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Danilo fez o seu 13º jogo pelo Botafogo — Foto: Vitor Silva/Botafogo. RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 24/07/2026 - 08:36 Botafogo Recusa Proposta Milionária do Palmeiras por Danilo, Gerando Polêmica e Divisão entre Torcedores A negociação entre Botafogo e Palmeiras por Danilo gerou polêmica, com o clube carioca recusando uma proposta de € 25 milhões mais bônus, mesmo em crise financeira. A decisão é vista como arriscada, mas também como um possível marco da nova administração. Danilo expressou desejo de voltar ao Palmeiras, porém, sua postura dividiu torcedores. O caso reflete as complexas dinâmicas de mercado e gestão no futebol brasileiro. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A não venda de Danilo ao Palmeiras ainda pode se mostrar, para o Botafogo, um erro ou um acerto. Se de fato existiu alguma proposta na mesa, € 25 milhões fixos, mais € 3 milhões em bônus, num clube em recuperação judicial e com dificuldades de caixa, é decisão grande demais para receber veredito na manhã seguinte. O Botafogo certamente fez sua conta. O que não precisava era ser tratado como se tivesse errado a conta da História. Um torcedor encontrou a melhor imagem para a negociação. Palmeiras e, principalmente, os empresários de Danilo pareciam pintar o Botafogo como “um museu inglês se recusando a devolver ao Egito um artefato surrupiado da tumba de um faraó”. A metáfora é hilária porque captura a inversão: o jogador formado pelo Palmeiras aparecia como patrimônio cultural alviverde, temporariamente exposto numa vitrine em General Severiano. Mas Danilo não foi saqueado de uma pirâmide. O Palmeiras o revelou, desenvolveu e vendeu ao Nottingham Forest. Depois, o Botafogo pagou caro para comprá-lo. Não existe na nota fiscal uma cláusula segundo a qual, manifestado o desejo de regresso, o artefato deve ser embalado e enviado de volta ao sarcófago de origem. A situação financeira do Botafogo torna a recusa ainda mais curiosa. O clube precisa de dinheiro, vive uma recuperação judicial e tenta organizar um passivo bilionário. Durante algum tempo, a venda de Danilo pareceu parte da travessia entre o fim turbulento da era John Textor e a chegada de um novo investidor. Gabriel de Alba não apaga dívidas, encerra processos nem resolve por encanto os problemas de caixa. Mas sua entrada muda a posição de quem negocia. O Botafogo continua precisando vender. Apenas deixou de precisar vender Danilo agora, pelo preço e nas condições desejadas pelo Palmeiras. Isso pode custar caro. O clube abriu mão de um valor alto por um jogador que já havia manifestado vontade de sair. Também pode ser um gesto fundador da nova administração: patrimônio de clube endividado não precisa ser liquidado na primeira visita de um comprador. Quem chega para comprar uma casa em dificuldade financeira pode até imaginar que encontrará desconto. Não deve entrar escolhendo os móveis. Danilo também resolveu falar depois do empate com o Vitória. Sua postagem tem uma parte admirável. Jogador não é múmia, peça de coleção nem ativo sem voz. Ele deixou clara a vontade de voltar ao Palmeiras, de não ir para o futebol russo e assumiu publicamente um desejo que muitos esconderiam atrás de frases prontas. Há dignidade em bater o pé pela própria carreira, ainda que o contrato diga que a decisão final pertence ao Botafogo. Postagem de Danilo após entrar em campo pelo Botafogo — Foto: Reprodução O texto, porém, teve o acabamento característico de comunicado empresarial. Ao reiterar a vontade de sair logo depois de entrar em campo e completar o número de jogos que inviabilizou a transferência, Danilo conseguiu uma proeza rara: desagradou parte da torcida do clube que o manteve e parte daquela que desejava recebê-lo. Para os botafoguenses, pareceu lamentar a permanência. Para os palmeirenses, sua escalação soou como aceitação do fim do negócio. Tentou mostrar autonomia, mas acabou parecendo conduzido pela mão de quem tinha interesse na transferência. O Palmeiras tinha todo o direito de querer Danilo. O jogador, de querer o Palmeiras. Os empresários, de trabalhar pelo negócio. E o Botafogo, mesmo endividado, de dizer não. O museu pode estar com infiltração, contas atrasadas e um novo administrador prometendo restaurar o prédio. Ainda assim, o acervo continua sendo seu.
Entre Palmeiras e Botafogo, o certo é que Danilo não estava numa tumba
Em crise financeira e sob nova administração, clube recusou negociar o volante; reação de empresários e partes envolvidas tratou como devolução o que seria uma compra






