PUBLICIDADE Marcus Vinícius Xavier tinha trabalho regular como emigrante até ser enviado ao país de origem para cumprir pena pelo assassinato do radialista Valério Luiz 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O radialista Valério Luiz na Rádio Jornal: assassinado na saída do seu local de trabalho — Foto: Arquivo pessoal/Valério Luiz Filho RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 16/07/2026 - 06:44 Pastor extraditado expõe desafios de brasileiros em Portugal Um pastor e pedreiro, que atuava em Portugal, foi preso no Brasil após ser extraditado. O caso destaca a crescente presença de brasileiros no país europeu, que já ultrapassa 600 mil, mesmo em meio a políticas anti-imigração. Além disso, brasileiros em Portugal relatam abordagens policiais pedindo documentos, refletindo a tensão em torno da imigração. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Marcus Vinícius Xavier se aproveitou da falta de mão de obra em Portugal, onde estava até ser preso e extraditado para o Brasil este mês, acusado de participar no assassinato do radialista Valério Luiz, de 49 anos. Estaria em situação regular e fazia biscates em Caldas da Rainha, onde foi preso, no setor da construção civil, que tem uma lacuna de mão de obra de aproximadamente 80 mil trabalhadores. As empresas de Portugal têm na falta de mão de obra a sua principal queixa. É obstáculo para o cumprimento de prazos em contratos particulares e públicos. Xavier já havia sido preso e extraditado de Portugal em 2014, mas a prisão foi revogada pela Justiça. Voltou ao país e encontrou trabalho. Também atuava como pastor, uma ocupação que vem crescendo entre a comunidade brasileira, a maior entre os estrangeiros em Portugal, com cerca de 700 mil pessoas. Diante do aumento do interesse da comunidade por cultos religiosos, pastores têm sido recrutados em Portugal ou importados do Brasil. Como publicou o Portugal Giro, os Brasileiros representam 81% dos evangélicos nas igrejas do país e expôs uma preocupação de alinhamento com a ultradireita anti-imigração. Xavier já teve uma audiência e iniciou o cumprimento da pena de 14 anos em Goiás enquanto sua defesa tenta anular o julgamento no Supremo. O radialista foi baleado em 5 de julho de 2012 em Goiânia. O Ministério Público descobriu que o crime foi motivado pelas críticas à direção do Atlético Goianiense. O empresário Maurício Sampaio, que comandava o clube, foi apontado como mandante do crime e também foi julgado e condenado. Além do então açougueiro Xavier, participaram do crime o policial militar aposentado Ademá Figueiredo Aguiar Filho e Urbano de Carvalho Malta. O último segue em liberdade.