Secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt saiu em defesa de Sophie Cunningham nesta quinta, chamando reação 'esquerdista' contra jogadora de 'ridícula' e 'estarrecedora' 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Estrela da WNBA, Sophie Cunningham recebeu elogio da Casa Branca após criticar atletas transgênero — Foto: Christian Petersen/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 24/07/2026 - 01:08 Sophie Cunningham critica atletas trans e recebe apoio da Casa Branca A jogadora da WNBA, Sophie Cunningham, recebeu apoio da Casa Branca após criticar a participação de atletas trans no esporte feminino, afirmando que "mulheres não deveriam enfrentar homens biológicos". A secretária de imprensa Karoline Leavitt classificou a reação contrária como "ridícula". A postura de Cunningham acirrou o debate sobre inclusão trans nos EUA, contrastando com a posição da WNBA e gerando controvérsias. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A jogadora de basquete Sophie Cunningham, uma das figuras mais conhecidas nas redes sociais na liga norte-americana (WNBA), entrou no centro do debate sobre a participação de atletas transgênero no esporte feminino depois que seu apelo para "proteger as jovens mulheres" recebeu elogios da Casa Branca. A ala-armadora americana é conhecida por ser a "protetora" de Caitlin Clark, sua companheira de equipe e estrela no Indiana Fever, frequentemente enfrentando fisicamente as rivais que marcam a jogadora mais icônica da WNBA atualmente. Um vídeo do mês passado, no qual Sophie aponta o dedo para uma dessas adversárias por 22 segundos, viralizou e gerou inúmeros memes. A jogadora de 1,85m de altura e longos cabelos loiros ganhou o apelido de "Barbie MAGA" em uma liga cada vez mais dividida por tensões raciais. Esta semana, Sophie foi notícia por suas opiniões sobre atletas transgênero. "Quero proteger as jovens mulheres em vestiários, ou jovens mulheres no esporte, que não deveriam ter que enfrentar homens biológicos", disse ela à ESPN em uma entrevista publicada na terça-feira. "Acho que é uma questão de bom senso [...]. É muito importante proteger as crianças", disse ela a repórteres no dia seguinte, antes de um jogo do Fever. Estrela da WNBA, Sophie Cunningham recebeu elogio da Casa Branca após criticar atletas transgênero — Foto: Christian Petersen/AFP Seus comentários alimentaram ainda mais o que já é uma das batalhas culturais mais intensas nos Estados Unidos. O presidente Donald Trump tem repetidamente atacado pessoas com identidades de gênero não normativas e, no ano passado, emitiu uma ordem executiva proibindo atletas transgênero de praticarem esportes femininos, permitindo que agências federais suspendam o financiamento de qualquer instituição que resista. A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, saiu em defesa de Sophie nesta quinta-feira, chamando a reação "esquerdista" contra a jogadora de "ridícula" e "estarrecedora". "Trump está seguindo a história. Como você sabe, esta também é uma questão pela qual o presidente é muito apaixonado, e o povo americano também", disse Karoline. No mês passado, a Suprema Corte dos EUA confirmou leis em mais de duas dúzias de estados governados por republicanos que proíbem atletas transgênero de competir em esportes escolares femininos. Os defensores dessas regras dizem que elas são necessárias para preservar a competição justa e proteger as oportunidades esportivas para meninas e mulheres. Conheça o Transmaromba: grupo trans que reforça inclusão e bem-estar com treinos no Arpoador 1 de 9 Os cariocas Kayodê Andrade e Paole Matas são dois dos fundadores do coletivo que reúne 120 pessoas trans — Foto: Bruno Machado 2 de 9 Criado há apenas um ano por quatro amigos, o Transmaromba já reúne mais de 120 homens trans em encontros que celebram inclusão, bem-estar e ocupação dos espaços públicos — Foto: Bruno Machado X de 9 Publicidade 9 fotos 3 de 9 Artista plástico de 34 anos, Sayonan Souza Fernande Príncipe veste óculos acervo de styling, regata, e relógio e colar acervo pessoal — Foto: Bruno Machado 4 de 9 Caetano Fernandes Cardinot, educador cultural, 25 anos, usa regata Renner — Foto: Bruno Machado X de 9 Publicidade 5 de 9 Brandon Raabe, tarólogo, 31 anos, veste calça Shauer e camiseta Fudidas Silk — Foto: Bruno Machado 6 de 9 Diego Pereira, Coordenador de Pesquisa e Comunicações, 35 anos — Foto: Bruno Machado X de 9 Publicidade 7 de 9 Rafael Soares de Oliveira, construtor civil, 26 anos, usa regata Retropy — Foto: Bruno Machado 8 de 9 Romain Guzman, integrante do Transmaromba, veste uma camisa polo azul durante o treino coletivo no Arpoador — Foto: Bruno Machado X de 9 Publicidade 9 de 9 Os cariocas Kayodê Andrade e Paole Matas são dois dos fundadores do coletivo que reúne 120 pessoas trans — Foto: Bruno Machado Do Arpoador para todo o Rio: criado há apenas um ano por quatro amigos, o Transmaromba já reúne mais de 120 pessoas transmasculinas Os críticos argumentam que as leis visam um pequeno número de estudantes vulneráveis, excluindo-os e discriminando-os, transformando o esporte infantil em um campo de batalha político. Sophie, por sua vez, descreveu-se como "pouco política" e "muito centrista", mas disse que se manifesta por suas convicções morais. "Eu nunca disse que odeio a comunidade trans [...]. Acredito que há espaço para todos", disse ela antes da vitória do Fever por 123 a 88 sobre o Connecticut Sun na quarta-feira. "Quando se trata de proteger meninas e mulheres jovens no esporte, tenho opiniões muito fortes sobre isso", afirmou. "Não me importo" A postura de Sophie contrasta com as posições da WNBA e de muitas de suas equipes. A liga não seguiu o exemplo de outras organizações esportivas, como a National Intercollegiate Athletic Association (NIAA), que efetivamente proibiu atletas transgênero de participarem de competições femininas. "Nossas jogadoras são adultas e ponderadas, com suas próprias perspectivas e opiniões, e essas opiniões pertencem a elas", disse o Indiana Fever em um comunicado sobre os comentários de sua jogadora. Enquanto isso, muitos fãs expressaram indignação com os comentários de Sophie. O comentarista esportivo Chris Williamson os chamou de "nojentos". "Não me importo com o que os outros têm a dizer. Eu sei quem eu sou", disse a jogadora. "Meu povo sabe quem eu sou e espero estar orgulhando-os e abrindo caminho para um futuro melhor para as crianças do nosso mundo do que o que tivemos."