Presidente da federação do país afirma que pressão política sobre decisões da entidade ameaça a credibilidade do futebol 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, e Gianni Infantino, presidente da Fifa — Foto: Andrew Harnik/Getty Images/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 23/07/2026 - 07:28 Federação Norueguesa protesta à FIFA por anulação polêmica de cartão vermelho após intervenção de Trump A Federação Norueguesa de Futebol planeja apresentar uma queixa formal à FIFA devido à anulação do cartão vermelho de Folarin Balogun na Copa do Mundo, após intervenção política de Donald Trump. A presidente Lise Klaveness considera o caso um risco à credibilidade das regras do futebol e busca que o presidente da FIFA, Gianni Infantino, reconheça o erro. A decisão gerou críticas e pedidos de transparência. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A Federação Norueguesa de Futebol anunciou que pretende apresentar uma queixa formal à FIFA por causa da decisão que anulou o cartão vermelho do atacante Folarin Balogun durante a Copa do Mundo. A iniciativa ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, admitir que interveio no caso, o que intensificou os questionamentos sobre a independência da entidade máxima do futebol. Em entrevista ao jornal britânico The Times, a presidente da Federação Norueguesa de Futebol, Lise Klaveness, classificou o episódio como "tão grave e tão preocupante" que não pode ser ignorado. Segundo ela, a entidade pretende acrescentar o caso Balogun a uma denúncia já existente, que será encaminhada ao comitê de ética independente da FIFA, caso receba o aval da diretoria da federação. — Tentar varrer isso para debaixo do tapete agora não vai funcionar. Precisamos de uma comunicação honesta da FIFA — afirmou ao The Times. Balogun havia sido expulso na partida contra a Bósnia e Herzegovina e, inicialmente, cumpriria suspensão automática nas oitavas de final contra a Bélgica. A punição, porém, foi revertida, permitindo que o atacante defendesse a seleção dos Estados Unidos na fase seguinte da competição. Segundo relatou o The Times, Klaveness considera que a revisão da sanção ultrapassa o caso específico do jogador e representa um risco para a credibilidade das regras do futebol. — Quando se contorna uma regra como essa, entra-se numa via perigosa que colocará todo o jogo em risco. É uma preocupação para o futebol quando se comprometem as regras fundamentais — disse ao jornal britânico. A dirigente também defendeu que o presidente da FIFA, Gianni Infantino, reconheça publicamente que houve um erro na condução do episódio. — Precisamos que o nosso líder na FIFA diga que isso foi um erro. Se se começa a ceder desta forma a líderes de Estado e à política, altera-se o comportamento da organização e também a linha vermelha do que os líderes estatais devem interferir. E foi o que aconteceu — declarou em entrevista ao The Times. A federação norueguesa já havia criticado a decisão da FIFA no início do mês, em nota oficial publicada em seu site, na qual questionou a reversão da suspensão automática de Balogun e cobrou transparência da entidade sobre os critérios adotados para permitir que o atacante atuasse nas oitavas de final.