Casal hondurenho estava entre as cinco vítimas do afogamento no rio Scioto, em Ohio; irmãos de 8 e 10 anos sobreviveram e estão sob os cuidados do estado até serem levados para familiares 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 José Mario Pineda Dias, de 33 anos, e Marina Suyapa Regalado, de 28 anos, morreram — Foto: Redes Sociais RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 23/07/2026 - 06:17 Afogamento em Ohio deixa cinco mortos e duas crianças órfãs Um trágico afogamento no rio Scioto, em Ohio, resultou na morte de cinco pessoas, incluindo um casal hondurenho, José Mario Pineda Díaz e Marina Suyapa Regalado, que deixaram dois filhos órfãos. As crianças, de 8 e 10 anos, estão sob cuidados do estado até serem reunidas com familiares em Honduras. A correnteza forte transformou um passeio de pesca em tragédia, e esforços estão sendo feitos para repatriar os corpos das vítimas. Uma campanha foi lançada para apoiar os funerais e as crianças. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O afogamento que matou cinco pessoas no rio Scioto, em Powell, no estado de Ohio (EUA), neste domingo (19), deixou duas crianças órfãs. José Mario Pineda Díaz, de 33 anos, e Marina Suyapa Regalado, de 28, morreram ao tentar salvar um integrante do grupo que começou a enfrentar dificuldades na água. Os dois filhos do casal, de 8 e 10 anos, estavam no local, sobreviveram à tragédia e permanecem sob os cuidados dos serviços de proteção à infância de Ohio até que possam ser levados para junto de familiares em Honduras. Além do casal, também morreram Miguel Ángel Guerra e Carmen Idalia Lara Ferrera, ambos de 33 anos. A quinta vítima ainda não havia sido oficialmente identificada. Segundo as autoridades hondurenhas, quatro dos cinco adultos mortos eram cidadãos do país. Correnteza transformou passeio de pesca em tragédia O grupo havia ido pescar no domingo, aproveitando o primeiro dia de clima mais ameno após semanas de calor intenso. Uma fotografia registrada por um barqueiro mostra pessoas pescando com água na altura das coxas próximo a um grande tronco no rio. Apesar da aparência tranquila da superfície, dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) indicavam que o Scioto apresentava correnteza forte. No dia do acidente, a vazão do rio chegou a cerca de 350 pés cúbicos por segundo, mais que o dobro da média registrada em um medidor localizado em uma represa próxima. De acordo com o xerife do condado de Delaware, Jeffrey Balzer, um dos adultos começou a ter dificuldades para nadar e os demais entraram na água para ajudá-lo. Todos acabaram sendo arrastados pela correnteza. Os corpos das duas mulheres foram encontrados no domingo, enquanto os três homens foram localizados na segunda-feira. Uma das crianças conseguiu escapar da margem do rio durante o acidente. Segundo uma motorista que acionou o serviço de emergência 911, o menino corria em estado de desespero. — Ele estava gritando: "Mamãe! Mamãe!" e estava prestes a sair para a rua, chorando — relatou a testemunha, afirmando que temia que a criança alcançasse uma rodovia de várias pistas às margens do rio. Na terça-feira, a diretora de assuntos consulares do Ministério das Relações Exteriores de Honduras, Flabia Zamora, informou que o governo trabalha com as autoridades americanas para repatriar os corpos das vítimas. Segundo ela, o processo deverá começar após a identificação oficial de todos os mortos e pode levar pelo menos um mês. Zamora também afirmou que estão sendo adotadas providências para reunir as duas crianças com familiares em Honduras. Enquanto isso, uma campanha de arrecadação foi criada pela parente Brenda Raya para custear os funerais, o transporte dos corpos e o apoio às crianças órfãs, segundo informações da Associated Press.