Na última edição de Roland Garros, a TV focou uma dupla no público que o narrador brasileiro não soube identificar de cara. Depois, com ajuda, disse que as presenças eram de Félix e Alexis Lebrun, medalhistas olímpicos em Paris-2024 no tênis de mesa.
Pouco conhecidos por quem não acompanha a modalidade, os Lebrun viraram um fenômeno na França na época das Olimpíadas. Félix, 19, dono de dois bronzes, tornou-se o atleta mais novo na história do esporte a conquistar uma medalha no masculino —tinha 17 anos quando venceu. Chegou ao pódio junto ao irmão, na disputa por equipes, e também ficou na terceira posição no individual, ao superar Hugo Calderano.
Alexis caiu na chave de simples justamente para o brasileiro, mas foi peça importante para o time francês conquistar sua primeira medalha por equipes no esporte em Jogos Olímpicos. Com os resultados, vieram convites para anúncios —de carro, de banco, de TV—, eventos com o presidente Emmanuel Macron e até a publicação de um gibi que conta a trajetória da dupla, filhos e sobrinhos de ex-mesa-tenistas profissionais.
No Brasil, Félix ficou conhecido como o "francês que derrotou Calderano" e, depois, com a atenção que o tênis de mesa recebeu devido à performance histórica do brasileiro, um nome que com frequência aparece nas finais de torneios do circuito, exibidos por aqui no SporTV e na cada vez mais conhecida CazéTV.






