Governo de Sheinbaum afirma que 17 mexicanos morreram sob custódia ou em operações da agência migratória americana desde o retorno de Trump à Casa Branca 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O presidente dos EUA, Donald Trump, e a presidente do México, Claudia Sheinbaum, durante a cerimônia de premiação da final da Copa do Mundo da FIFA 2026, em 19 de julho de 2026, em East Rutherford, Nova Jersey — Foto: David Ramos / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 22/07/2026 - 13:24 México Denuncia Mortes de Migrantes em Operações do ICE nos EUA O governo do México apresentou 20 denúncias criminais nos EUA por mortes de 17 migrantes mexicanos em operações do ICE desde o retorno de Trump à presidência. A presidente Claudia Sheinbaum já havia antecipado essas ações. As denúncias foram registradas em estados como Arizona e Texas. O embaixador mexicano pediu esclarecimentos ao DHS e ICE, ressaltando preocupações com as condições dos centros de detenção. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O governo do México apresentou denúncias criminais nos Estados Unidos pelas mortes de migrantes mexicanos sob custódia ou durante operações das autoridades americanas, informou nesta quarta-feira. Ao todo, 17 mexicanos morreram em centros de detenção do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos EUA (ICE, na sigla em inglês) ou em ações conduzidas por seus agentes desde que o republicano Donald Trump retornou à Presidência, em janeiro de 2025. A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, já havia antecipado em 9 de julho que o governo apresentaria essas ações judiciais. Em comunicado, a chancelaria mexicana informou ter protocolado 20 denúncias — oito junto a promotorias estaduais e 12 em promotorias de condado — nas jurisdições onde ocorreram as mortes, nos estados do Arizona, Califórnia, Flórida, Geórgia, Illinois, Louisiana, Missouri e Texas. O embaixador do México nos EUA, Roberto Lazzeri, “solicitou o esclarecimento de cada caso” em reuniões com o Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês) e com o ICE, acrescentou a nota. Nesses encontros, Lazzeri também “manifestou as preocupações” do México em relação às condições dos centros de detenção de imigrantes, segundo a chancelaria. O subsecretário para a América do Norte da Secretaria de Relações Exteriores do México, Roberto Velasco, também pediu ao alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, que solicite informações aos EUA sobre o tema e apresente “recomendações técnicas para prevenir fatos dessa natureza”. Mexicano morto em operação no Texas Entre os casos que motivaram as ações está o de Lorenzo Salgado Araujo, de 52 anos, morto a tiros por um agente do ICE enquanto estava em seu caminhão de trabalho em Houston, no Texas, em 7 de julho. Familiares se abraçam junto a um memorial improvisado para Lorenzo Salgado Araujo no local onde ele foi baleado por um agente do ICE em Houston, em 8 de julho de 2026 — Foto: Meridith Kohut / The New York Times Segundo a versão oficial, o homem tentou fugir de uma operação migratória, colidiu com um veículo da agência e tentou atropelar um agente antes de ser baleado. O ICE afirmou que o disparo foi feito em "legítima defesa". A família, porém, contesta a versão. Em entrevista à emissora Telemundo Houston, Ronaldo Salgado, que se identificou como filho da vítima, afirmou que o pai procurava trabalhadores na região quando foi abordado pelos agentes. As autoridades também confirmaram posteriormente que Salgado estava nos EUA com visto de turista, contrariando a informação inicial de que ele se encontrava em situação migratória irregular. O episódio se soma a uma série de casos envolvendo o uso da força por agentes de imigração desde o retorno de Trump à Casa Branca. Em janeiro, Renee Good e Alex Pretti morreram durante protestos contra operações migratórias após serem acusados de atacar agentes federais e classificados por Trump como "terroristas domésticos". Posteriormente, imagens do incidente indicaram que eles não representavam ameaça às forças de segurança. Em março, Ruben Ray Martinez foi morto em uma abordagem de trânsito que contou com a participação do ICE. Nenhum dos agentes envolvidos nesses casos foi punido. A administração de Sheinbaum descartou que as denúncias prejudiquem a relação estratégica entre México e Washington, em um momento em que os dois países negociam, ao lado do Canadá, uma revisão do acordo de livre comércio da América do Norte, o T-MEC. (Com AFP)
México apresenta 20 denúncias criminais nos EUA por mortes de migrantes em ações do ICE
Governo de Sheinbaum afirma que 17 mexicanos morreram sob custódia ou em operações da agência migratória americana desde o retorno de Trump à Casa Branca















