Condenado por integrar organização criminosa, homem atuava no núcleo logístico e financeiro de grupo com conexões na Alerj e na facção 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Marçal, aliado de TH Joias, foi preso pela Desarme — Foto: Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 22/07/2026 - 13:26 Operador financeiro do Comando Vermelho é preso no Rio de Janeiro Leandro Ferreira Marçal, operador financeiro ligado ao Comando Vermelho e ao ex-deputado TH Jóias, foi preso em Marechal Hermes, Rio. Condenado a seis anos e meio por integrar organização criminosa, Marçal usava seu cargo na Alerj como fachada para movimentar dinheiro ilícito. A decisão judicial negou recurso em liberdade e determinou sua prisão preventiva devido à gravidade dos fatos. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Policiais civis da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme) prenderam, nesta quarta-feira, em Marechal Hermes, na Zona Norte do Rio, Leandro Ferreira Marçal, condenado em primeira instância por integrar uma organização criminosa que, segundo as investigações, atuava na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e mantinha conexões com o Comando Vermelho. Ele era apontado como operador do ex-deputado estadual Tiego Raimundo de Oliveira Santos, o TH Jóias, identificado na investigação como o braço político do grupo criminoso. Nomeado para um cargo comissionado no gabinete do então deputado TH Jóias, segundo as investigações, Marçal usava a função para recolher e transportar altas quantias de dinheiro do crime. A nomeação, de acordo com a Polícia Civil, servia como fachada para facilitar a circulação dos recursos do grupo criminoso. Cambista. TH Jóias segura parte dos dólares trocados para o Comando Vermelho em abril do ano passado, antes de ele assumir uma cadeira na Alerj — Foto: Reprodução/Relatório MPF Segundo o processo, que tramitou na 2ª Vara Federal Criminal, Leandro integrava o núcleo logístico e financeiro da organização criminosa. As investigações apontaram que ele mantinha contato frequente com chefes do tráfico no Complexo do Alemão, entre elas Gabriel Dias de Oliveira, o Índio, de quem recolhia valores em dinheiro vivo, como R$ 100 mil destinados a TH Jóias e R$ 90 mil para outros integrantes do grupo. Ainda de acordo com a apuração, a nomeação no gabinete parlamentar funcionava como fachada para facilitar a circulação de recursos ilícitos. Marçal foi condenado a seis anos e seis meses de prisão pelo crime de integrar organização criminosa, com agravante prevista na Lei nº 12.850/2013. A sentença também determinou a perda da função pública. O Judiciário negou o direito de recorrer em liberdade e decretou a prisão preventiva, citando a gravidade dos fatos e a inserção do condenado na estrutura criminosa. Após a prisão, ele será encaminhado à Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen), onde passará por audiência de custódia.