Vídeos e áudios que mostram celebridades, influenciadores e até médicos recomendando medicamentos ou suplementos alimentares podem ter sido manipulados por IA (inteligência artificial). O alerta, publicado nesta terça-feira (21), é da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que orienta consumidores a desconfiar de conteúdos usados para promover produtos de saúde nas redes sociais.
A tecnologia conhecida como deepfake permite alterar imagens, vídeos e vozes para simular declarações de pessoas que não fizeram determinada recomendação. Segundo a agência, esse tipo de conteúdo pode ser usado para conferir credibilidade a produtos clandestinos, produzidos sem autorização, ou falsificados, que imitam produtos originais.
Em fevereiro deste ano, a Meta, dona do Instagram e Facebook, processou pessoas e empresas do Brasil, da China e do Vietnã acusadas de usar imagens e vozes manipuladas de celebridades para vender produtos de saúde fraudulentos.
Entre as personalidades que tiveram a imagem usada sem autorização está o médico Drauzio Varella. Em texto publicado em sua coluna na Folha em outubro de 2025, ele relatou que tentava havia anos retirar das redes sociais vídeos falsos que usavam sua imagem para promover produtos que prometiam, entre outros resultados, curar diabetes, aliviar dores nas costas e provocar a perda de 20 quilos em um mês. O médico afirmou que chegou a levar o caso ao Ministério Público de São Paulo.






