Ex-deputado reclama de brigas internas na direita e reconhece desgaste causado por episódio 'Dark Horse' Ex-deputado Eduardo Bolsonaro em transmissão nas redes sociais — Foto: Reprodução/YouTube - Eduardo Bolsonaro O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) classificou nesta terça-feira (21) a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) como “imatura” e afirmou que ela “jamais poderia” ter gravado e divulgado um vídeo com críticas ao senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em entrevista ao portal Metrópoles, Eduardo afirmou que as disputas internas da pré-campanha de Flávio demonstram “imaturidade”. Questionado sobre essa crítica, o ex-parlamentar a direcionou para sua madrasta. “Foi uma imaturidade da Michelle. Ela jamais poderia ter feito aquele vídeo. E eu acredito que esses assuntos — eu não vou mais comentar para não dar pano para manga. Acho que internamente que a gente resolve esse tipo de coisa”, disse, sobre o vídeo divulgado nas redes sociais por Michelle há quase um mês, em 24 de junho. Na gravação, a ex-primeira-dama expôs publicamente a briga dentro da família Bolsonaro, ao dizer que foi maltratada e humilhada por Flávio. No vídeo, Michelle, afirmou que desde o fim de 2025 não conversa com Eduardo e declarou que não tem participado da pré-campanha presidencial de Flávio. Em meio a críticas ao senador e a alianças firmadas pelo PL, como no Ceará, a ex-primeira-dama deixou o comando do PL Mulher. Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Eduardo reclamou das disputas internas que marcam a pré-campanha de Flávio e reconheceu o desgaste que o senador teve no caso “Dark Horse”, após a divulgação de uma conversa do parlamentar com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para pedir dinheiro para financiar um filme sobre o ex-presidente. Ao citar o diálogo de Flávio com Vorcaro, Eduardo destacou que seu irmão perdeu intenção de votos em pesquisas. Green card Na entrevista, Eduardo disse ter recebido o “green card” do governo dos Estados Unidos, onde vive desde fevereiro de 2025, e afirmou não ter pedido “asilo político” com receio de não obtê-lo. “Asilo é subjetivo. O que é perseguição para um não é para outro”, disse. O visto de residência concedido a Eduardo, sua esposa e dois filhos, permite que eles permaneçam no país por prazo indeterminado. “A residência me dá segurança jurídica e me dá tranquilidade para trabalhar aqui”, disse. O filho de Bolsonaro disse não ter a intenção, por ora, de ter a cidadania americana, que pode ser obtida cinco anos após o “green card”. “Não estou nem pensando nisso neste momento”, afirmou.