O anúncio dos indicados ao Emmy 2026 ajuda a entender a crise da indústria de TV nos Estados Unidos. Tanto em volume quanto em qualidade, há sinais claros de que o negócio não anda muito bem.

Segundo o The New York Times, o Emmy recebeu a inscrição de 212 séries nas categorias de drama, comédia, minissérie e telefilme, uma redução de 7% em comparação ao ano passado. É o quarto ano seguido de declínio. Comparada a 2022, a queda é de 39%.

Há novas minisséries de qualidade entre os principais indicados, como "DTF St. Louis" e "O Segredo de Widow’s Bay", ousadas, cada uma à sua maneira, mas que não tiram o fôlego de ninguém. Outra novidade, "Rooster", comédia com o grande Steve Carell, é divertida, mas está longe de empolgar.

Ainda estamos sob a égide da "era de ouro da TV Média", como definiu o crítico americano James Poniewozik há dois anos, sobre um tipo de produção de qualidade, elegante, de bom gosto, com locações incríveis, que apenas lembram as grandes séries de antigamente. Tudo médio.

Não à toa, o destaque maior deste ano foram as indicações para duas produções veteranas. O drama médico "The Pitt", feito para durar anos, e que acrescenta pouca novidade ao gênero, teve 25 indicações. Já a excelente "Hacks", encerrada após cinco temporadas, roubou a cena no gênero comédia com 24 indicações.