Marco Rubio afirmou que a declaração do presidente nicaraguense 'revela sua verdadeira natureza autoritária' Daniel Ortega, presidente da Nicarágua, durante a 23ª Cúpula dos Estados da Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América - Tratado de Comércio dos Povos (ALBA-TCP), no Palácio de Miraflores, em Caracas, Venezuela — Foto: Gaby Oraa/Bloomberg O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, pediu nesta terça-feira que a comunidade internacional isole a Nicarágua, após o presidente Daniel Ortega prometer que seu governo deixará de realizar eleições. Rubio afirmou que a declaração de Ortega “revela sua verdadeira natureza autoritária” e que a Nicarágua não pode esperar manter relações “como de costume” com outras nações enquanto rejeita o regime democrático. Ortega e sua esposa, Rosário Murillo, “abandonaram até mesmo a aparência de consentimento popular”, acrescentou Rubio. O Departamento de Assuntos do Hemisfério Ocidental, em uma declaração separada, pediu que os “parceiros hemisféricos” se unam aos EUA “no esforço para garantir que o povo nicaraguense possa finalmente escolher um futuro livre da tirania”. Ortega assumiu o compromisso de acabar com as eleições em um discurso no domingo, enfatizando que isso impediria que quaisquer movimentos apoiados pelos EUA assumissem o poder. “Não haverá mais eleições aqui para que eles tentem tomar o governo e assumir o poder”, disse Ortega. Aos 80 anos, Ortega está no poder de forma ininterrupta desde 2007. Sua esposa foi nomeada copresidente por meio de reformas constitucionais no ano passado, que também estenderam o mandato presidencial para seis anos. Nos últimos anos, Ortega esmagou praticamente toda a oposição no país centro-americano, prendendo dissidentes e levando políticos ao exílio.