O Irã voltou a atacar na noite de segunda-feira (20) uma usina de dessalinização de água no Kuwait, elevando o temor de uma crise no abastecimento para os cerca de 60 milhões de habitantes dos seis países que integram o Conselho de Cooperação do Golfo.
Segundo o governo kuwaitiano, a instalação funcionava em conjunto com uma central de energia elétrica, como é comum na região. Houve incêndios, que só foram controlados nesta terça (21), quando o país voltou a ser bombardeado, desta vez com Teerã tendo como alvo bases militares usadas pelos americanos.
O risco à infraestrutura, presente desde que os Estados Unidos e Israel atacaram o Irã em 28 de fevereiro, faz parte da estratégia da teocracia na fase atual da guerra, recomeçada de forma mais restrita por Donald Trump em resposta a ataques iranianos contra petroleiros.
A decisão do americano encerrou o acordo de trégua de 60 dias assinado há um mês, mas o conflito está escalando progressivamente, sem um retorno às cinco semanas originais da guerra, com ataques generalizados.
Na semana passada, Trump subiu mais um degrau, bombardeando pontes e um aeroporto no rival, ainda que não cumprindo sua promessa de destruição ampla.











