Um temporal que atingiu o Chile matou ao menos dez pessoas e deixou mais de 100 mil isoladas devido a bloqueios de estadas, segundo o balanço mais atualizado divulgado por autoridades na noite de segunda-feira (20). O governo de José Antonio Kast decretou estado de calamidade e mobilizou o Exército para trabalhos de resgate.

O fenômeno, que começou no sul do país no último dia 15, castiga agora com maior intensidade as regiões desérticas de Coquimbo e Atacama, no norte, onde chuvas extremas são incomuns. Devido ao transbordamento de rios, estradas foram bloqueadas e algumas comunidades ficaram isoladas.

A diretora do Serviço Nacional de Emergências (Senapred), Alicia Cebrián, afirmou à imprensa que foram registradas dez pessoas mortas, quatro desaparecidas e 17 feridos. Um primeiro boletim divulgado na manhã de segunda havia informado cinco mortes.

Além disso, o serviço já contabiliza ao menos 2.200 moradias destruídas ou com danos estruturais, cerca de 2.400 desabrigados e mais de 100 mil isoladas.

Há bairros "cheios de lama, inundados, pessoas que perderam suas casas, seus pertences, que estão muito aflitas", descreveu Cristóbal Juliá, governador de Coquimbo, região localizada a 460 km de Santiago. Ele ressaltou que o último ano de chuvas intensas havia sido 1997. "Desta vez, foi muito superior."