Reportagem do L'Équipe aponta desentendimentos entre jogadores, comissão técnica e dirigentes, além de negociações conduzidas por Mbappé durante o torneio 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Mbappé terminou a Copa do Mundo de 2026 com 10 gols — Foto: Buda Mendes/Getty Images/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 21/07/2026 - 07:21 Tensões internas e saída de Deschamps marcam campanha francesa na Copa A campanha da França na Copa do Mundo foi marcada por tensões internas entre jogadores, comissão técnica e a Federação Francesa de Futebol. Segundo o L'Équipe, conflitos sobre liderança, condições de jogo e políticas de premiação minaram o ambiente. Kylian Mbappé teve papel central, negociando melhorias para os atletas. O técnico Didier Deschamps deixou o cargo após 14 anos, citando um "clima insuportável". CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A campanha da França na Copa do Mundo foi marcada por uma série de conflitos internos entre jogadores, comissão técnica e dirigentes da Federação Francesa de Futebol (FFF). Segundo uma reportagem publicada pelo jornal L'Équipe, o ambiente nos bastidores da seleção se deteriorou ao longo do torneio e contribuiu para o fim da passagem de Didier Deschamps pelo comando da equipe. Após a derrota para a Inglaterra na disputa pelo terceiro lugar, Deschamps anunciou sua saída e afirmou que a decisão foi motivada por um "clima insuportável" dentro da delegação. O treinador encerrou um ciclo de 14 anos à frente da seleção francesa. De acordo com o jornal, um dos primeiros episódios de tensão ocorreu antes mesmo do início da Copa. O presidente da FFF, Philippe Diallo, declarou que já sabia quem seria o próximo treinador da seleção, apesar de Deschamps ainda comandar a equipe. A fala causou forte desconforto na comissão técnica e obrigou o dirigente a divulgar uma retratação pública. A relação entre os jogadores e a federação também foi marcada por divergências durante o Mundial. Kylian Mbappé precisou negociar diretamente com os dirigentes para garantir tratamentos de crioterapia, considerados fundamentais para enfrentar a onda de calor registrada nos Estados Unidos durante a competição. Outro motivo de insatisfação foi o aumento do custo da hospedagem destinada às famílias dos atletas. Segundo o L'Équipe, os quartos inicialmente orçados em 600 euros passaram a custar 900 euros quando a delegação se instalou em Boston. Veja imagens da final da Copa do Mundo 2026 1 de 20 O meio-campista espanhol número 16, Rodri, ergue o troféu com seus companheiros de equipe após a vitória na final da Copa do Mundo de 2026 entre Espanha e Argentina — Foto: JUAN MABROMATA / AFP 2 de 20 Yamal e seu irmão Keyne brincando com a rede do gol da final da Copa do Mundo — Foto: FRANCK FIFE / AFP X de 20 Publicidade 20 fotos 3 de 20 Messi observa festa da Espanha após Argentina perder final da Copa do Mundo — Foto: Lars Baron / Getty Images via AFP 4 de 20 Keyne Yamal no telão do jogo entre Espanha e Bélgica, nas quartas de final da Copa do Mundo — Foto: David Ramos/Getty Images/AFP X de 20 Publicidade 5 de 20 Messi e Cubarsí na final da Copa do Mundo de 2026 — Foto: Carl Recine/Getty Images/AFP 6 de 20 Messi chora com a medalha de prata após a Argentina perder a final da Copa para a Espanha — Foto: PATRICIA DE MELO MOREIRA / AFP X de 20 Publicidade 7 de 20 Keyne Yamal no campo da final com a taça da Copa do Mundo — Foto: MAURO PIMENTEL / AFP 8 de 20 Dani Olmo e companheira comemoram título da final da Copa — Foto: FRANCK FIFE / AFP X de 20 Publicidade 9 de 20 'Eles foram melhores', admite Scaloni após derrota da Argentina na final da Copa do Mundo — Foto: Carl Recine/Getty Images/AF 10 de 20 Messi com a medalha de prata após derrota da Argentina para Espanha na final da Copa — Foto: PATRICIA DE MELO MOREIRA / AFP X de 20 Publicidade 11 de 20 Rodri durante final da Copa do Mundo entre Espanha e Argentina — Foto: Justin Setterfield / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP 12 de 20 O meio-campista espanhol número 16, Rodri, ergue o troféu com seus companheiros de equipe após a vitória na final da Copa do Mundo de 2026 entre Espanha e Argentina — Foto: JUAN MABROMATA / AFP X de 20 Publicidade 13 de 20 Ferran Torres marcou o gol da Espanha na final da Copa — Foto: David Ramos / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP 14 de 20 O atacante espanhol nº 17 Nico Williams (E) chuta para marcar um gol passando pelo goleiro argentino nº 23 Emiliano Martinez, antes do gol ser anulado por uma falta na jogada, durante a final da Copa do Mundo de Futebol de 2026 entre Espanha e Argentina — Foto: PAUL ELLIS / AFP X de 20 Publicidade 15 de 20 Rodri, da Espanha, carrega a bola diante dos marcadores da Argentina, na final da Copa — Foto: Kevin C. Cox/Getty Images/AFP 16 de 20 Lamine Yamal, camisa 19 da Espanha, domina a bola durante a partida da final da Copa do Mundo da FIFA 2026 entre Espanha e Argentina, no New York New Jersey Stadium, em 19 de julho de 2026, em East Rutherford, Nova Jersey. — Foto: Kevin C. Cox/Getty Images/AFP X de 20 Publicidade 17 de 20 Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, na final da Copa do Mundo — Foto: Justin Setterfield/Getty Images/AFP 18 de 20 Enzo Fernández é expulso na final da Copa do Mundo após dura falta em Cubarsí — Foto: Jewel SAMAD / AFP X de 20 Publicidade 19 de 20 Lionel Messi, da Argentina, na final da Copa do Mundo, diante da Espanha — Foto: JUAN MABROMATA / AFP 20 de 20 Emiliano Martínez, da Argentina, na final da Copa contra a Espanha — Foto: ANGELA WEISS / AFP X de 20 Publicidade Espanha venceu a Argentina por 1 a 0 e conquistou seu bicampeonato A reportagem também relata que a Federação Francesa gastou cerca de 120 mil euros para transportar 13 integrantes de seu comitê executivo em classe executiva antes da partida contra a Noruega. A decisão gerou críticas porque havia lugares disponíveis que poderiam ter sido destinados às famílias dos jogadores. Além disso, dirigentes e convidados da federação receberam um serviço de alimentação considerado superior ao oferecido aos familiares dos atletas. Mbappé voltou a entrar em rota de colisão com Philippe Diallo ao discutir a política de premiações da seleção. O presidente pretendia pagar bônus apenas caso a França chegasse às semifinais da Copa, proposta rejeitada pelos jogadores. "Presidente, esta é a sua primeira Copa do Mundo; para mim, é a terceira. O senhor realmente acha que chegar às oitavas ou quartas de final não tem valor?", teria dito Mbappé ao dirigente, segundo o jornal. Após as negociações, o atacante conseguiu ampliar de seis para oito o número de ingressos destinados a cada família e também obteve uma revisão dos bônus pagos aos jogadores. Outro episódio citado pela publicação envolve Mohamed Sanhadji, chefe de segurança da seleção desde 2004 e figura bastante respeitada pelo elenco. A federação publicou uma vaga para substituí-lo antes mesmo do início da Copa, decisão que causou estranheza entre os atletas e aumentou o desgaste interno. Segundo o L'Équipe, a sequência de conflitos desgastou profundamente o ambiente da delegação e levou Deschamps a recusar até mesmo uma homenagem pelos 14 anos à frente da seleção francesa, encerrando seu ciclo em meio a uma das maiores crises internas vividas pelos Bleus nos últimos anos.