Sistema começa a se formar sobre o oceano nesta terça-feira e reforça o risco de chuva forte, granizo e ventania; Centro-Oeste; Norte e Nordeste seguem com pancadas isoladas 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Mapa do modelo GFS indica a formação de um ciclone extratropical sobre o oceano, na altura do Sul do Brasil, favorecendo temporais, ventos intensos e avanço de uma frente fria entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina nesta terça-feira — Foto: Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 20/07/2026 - 11:46 Ciclone extratropical traz tempestades e ventania ao Sul do Brasil Um ciclone extratropical, formado a partir de uma área de baixa pressão no oceano, traz alerta de tempestades ao Sul do Brasil, com ventos de até 90 km/h, raios e granizo especialmente no Rio Grande do Sul e Santa Catarina. O fenômeno deve atingir o sudoeste do Paraná e o litoral paulista. Enquanto isso, um bloqueio atmosférico mantém o tempo seco em SP, RJ e MG. No Norte e Nordeste, pancadas isoladas continuam. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A formação de um ciclone extratropical sobre o oceano deve intensificar o tempo severo no Sul do país nesta terça-feira. O sistema se desenvolve a partir de uma área de baixa pressão que se desloca pelo continente e, ao alcançar o mar, dá origem ao ciclone e à frente fria associada. A combinação favorece temporais, raios, granizo e rajadas de vento que podem superar os 90 km/h em pontos isolados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. O processo também marca o início da mudança no padrão do tempo na Região Sul. A frente fria começa a avançar em direção ao Paraná e, na quarta-feira, alcança áreas do litoral paulista. Apesar disso, um bloqueio atmosférico continua impedindo que as instabilidades avancem pelo interior do Sudeste. Com isso, o Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais seguem com predomínio de tempo seco, baixa umidade e temperaturas acima da média para o inverno. A meteorologista Andrea Ramos explica que o ciclone não se forma sobre o continente, mas no oceano, quando a área de baixa pressão deixa o continente. — O deslocamento dessa baixa pressão favorece a formação da frente fria e, quando ela alcança o oceano, ocorre a formação do ciclone extratropical. É justamente esse processo que intensifica as chuvas e os ventos sobre a Região Sul — explica. Os maiores acumulados devem atingir o centro e o norte do Rio Grande do Sul e avançar sobre Santa Catarina, onde há condições para temporais acompanhados de descargas elétricas e queda de granizo. O vento, porém, aparece como o principal fator de preocupação diante da intensidade prevista para as rajadas. — Os ventos devem ficar entre 70 km/h e 90 km/h, mas, em alguns pontos, podem ultrapassar essa marca. Pelas ocorrências que estamos acompanhando, o vento é o fenômeno que mais preocupa neste momento — afirma Andrea. A chuva também deve alcançar o sudoeste do Paraná entre a tarde e a noite. Já no Sudeste, a passagem da frente aumenta a nebulosidade principalmente no litoral paulista na quarta-feira, mas perde força ao encontrar a massa de ar quente e seco que domina a região. Por isso, Rio de Janeiro, Minas Gerais e grande parte do interior paulista devem permanecer sem chuva significativa. Enquanto isso, a circulação de umidade vinda do oceano mantém condições para pancadas isoladas no litoral do Nordeste, entre o Rio Grande do Norte e a Bahia. As precipitações tendem a ocorrer principalmente à tarde e podem ser acompanhadas de trovoadas e rajadas de vento. Na Região Norte, a combinação entre calor e elevada umidade continua favorecendo pancadas típicas de fim de tarde sobre áreas do Amazonas, Pará e Amapá. No extremo sul do país, a persistência da nebulosidade impedirá uma grande variação das temperaturas. Em Porto Alegre, por exemplo, a máxima deve ficar em torno de 19°C, reflexo da chuva ao longo do dia. — O ciclone permanece sobre o oceano. Quem avança pelo continente é a frente fria associada a ele, responsável pelas mudanças no tempo nos próximos dias — conclui a meteorologista.