O aspirante a piloto Gustavo Henrique Lara, 27, morto na semana passada em Ponta Grossa (PR) após participar de um ritual de "banho de óleo" teria sofrido uma "asfixia mecânica por edema de via aérea após exposição química", ou seja, um inchaço no trato respiratório que impediu a passagem de ar.
A informação sobre a causa da morte foi divulgada nesta segunda-feira (20) pela Polícia Civil, mas ainda é considerada preliminar, já que o inquérito segue em andamento.
O "banho de óleo" é conhecido entre pilotos e feito para marcar o fim de uma graduação ou o primeiro voo solo, por exemplo. Mas, na quinta-feira (16), após ter o óleo despejado no corpo, Gustavo imediatamente sofreu uma reação anafilática (alérgica) com uma crise convulsiva.
A reação alérgica gerou um edema nas vias aéreas, bloqueando a respiração. Gustavo teve três paradas cardiorrespiratórias e não resistiu.
O instrutor de voo de Gustavo, que admitiu ter despejado o óleo no corpo da vítima, chegou a ser preso em flagrante sob suspeita de crime de homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Ele pagou fiança de R$ 3.000 e foi liberado.











