Mineração 4.0: a revolução industrial do setorDrones, satélites, 5G, gestão de dados e veículos autônomos já estão na operação da Vale, Rio Tinto e BHP; para especialistas é a revolução industrial do setor. Crédito: EstadãoGerando resumoInicialmente contratado como consultor, em 2014, e conselheiro desde 2018, o executivo José Carlos Martins acaba de ser nomeado presidente do conselho de administração do grupo mineiro Cedro Participações, que tem como principal negócio a extração de minério de ferro pela Cedro Mineração. Lucas Kallas, principal acionista da empresa, está deixando o cargo para se dedicar mais a um projeto internacional e para consolidar novos empreendimentos. O empresário vai permanecer mais nos Estados Unidos, onde a família já tem residência há cerca de dois anos, na Flórida.PUBLICIDADECom larga experiência nos setores de siderurgia e mineração, Martins fez carreira no grupo Villares, na Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e na Vale, onde foi diretor de metais ferrosos até 2014. Em entrevista ao Estadão, o executivo informou que as mudanças incluem também a incorporação de dois conselheiros independentes que estão em processo de escolha. Outros dois conselheiros serão Eduardo Couto (vice-presidente jurídico) e Bruno Bottree (diretor de novos investimentos) da Cedro. O foco de Martins à frente do novo colegiado será intensificar o crescimento da divisão de minério de ferro, que tem investimentos em curso, como o projeto da nova mina em Mariana (MG), e a implementação de projetos de infraestrutura logística, com destaque para o terminal portuário em Sepetiba, no município de Itaguaí (RJ), voltado à exportação de minério próprio e também de terceiros.PublicidadeJosé Carlos Martins, presidente do conselho de administração da Cedro Participações Foto: Cedro/DivulgaçãoSegundo Martins, essa mudança, com migração para uma gestão profissional, já vinha sendo conduzida por Kallas. “Com seu espírito de origem libanesa, o Kallas é um desenvolver de negócios, inquieto”, afirma. A avaliação é que a mudança no comando do colegiado ocorre em um momento de gestão consolidada, governança madura e um plano de expansão em plena execução, “condições que garantem crescimento e continuidade sustentados pela própria operação e pela geração de caixa do grupo”.O grupo Cedro, atualmente, com capacidade instalada de produção de 7 milhões de toneladas de minério de ferro por ano, em duas operações — Nova Lima e Mariana —, tem receita anual na casa de R$ 2,5 bilhões. Os outros negócios estão nos setores de agronegócio (plantio de café) e imobiliário. No início do ano, Kallas deixou de ser investidor nas empresas Biomm e Oncoclinicas ao vender sua participação na gestora de investimentos Latache Capital para os sócios. Sobre sua saída e a escolha do novo presidente do conselho do grupo, Kallas afirmou, em nota: “Martins é um dos nomes mais respeitados do mercado de mineração e infraestrutura no Brasil e no mundo. Sua experiência é um ativo importante para a Cedro e nos dá plena tranquilidade para avançar em nossos planos de expansão. A Cedro hoje caminha com as próprias pernas, com equipe, governança e projetos consolidados.”PublicidadeO novo presidente do conselho diz que participou de perto de cada etapa do crescimento da Cedro e que tem amplo conhecimento da estratégia, das operações e da cultura da companhia neste momento em que assume o comando do conselho. “Vi a empresa nascer, sair do zero. Acompanhei todos os passos. A Cedro tem muita ambição e vontade de crescer. Espero continuar contribuindo para esse ciclo positivo de desenvolvimento.”A empresa foi fundada por Kallas em 2018, começando com uma operação de concentração de minério de ferro em Nova Lima (MG), adquirida de um empresário local que decidiu sair do negócio. Instalações de beneficiamento de minério de ferro da Cedro em Mariana (MG)