Na convenção, o presidente do PSD no Rio, deputado Pedro Paulo, foi oficializado candidato ao Senado Paes diz que formou uma frente ampla para “recuperar” o Rio e que governará para todos os prefeitos — Foto: Reprodução/X O ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes, foi oficializado como candidato ao governo do Rio na convenção do PSD, nesta segunda-feira (20). A candidatura será apoiada por uma frente de partidos que vai do centro à esquerda. Na convenção, o presidente do PSD no Rio, deputado Pedro Paulo, foi oficializado candidato ao Senado. O evento foi marcado por críticas à gestão de Claudio Castro (PL), que se desincompatibilizou do governo para disputar o Senado, mas teve a candidatura inviabilizada ao se tornar réu por abuso de poder econômico no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Castro também foi alvo de investigações em duas operações: uma que investiga suspeitas de fraudes fiscais no Grupo Refit e outra que apura uma suposta atuação política por parte do governador para viabilizar aportes do Rioprevidência em fundos do Banco Master. Ele nega irregularidades. Paes disse que o Rio foi “tomado de assalto” há oito anos e mencionou o adversário, Douglas Ruas, como ligado a um grupo que poderia ser chamado de “organização criminosa”, com deputados envolvidos com o crime organizado. No discurso, Paes destacou que formou uma frente ampla para “recuperar” o Rio e que governará para todos os prefeitos, mesmo os que se opõem a ele. A tônica é que o Rio vive a pior crise da história do Estado, com problemas graves de segurança pública. “Temos grupo que não pensa igual, mas que quer recuperar o Rio”, disse Paes. O agora candidato a governador citou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao dizer que, se o Rio não for resolvido, não se resolve o Brasil. “Lula tem compreensão do quadro no Rio”, afirmou. Paes apoia Lula e o PSD tem ministérios no governo petista, como o de Minas e Energia. Porém, o presidente do partido, Gilberto Kassab, será candidato a vice-presidente ao lado de Ronaldo Caiado. Na mesma linha, Pedro Paulo disse que é “dever do partido” apresentar nomes capacitados e dentro do conceito de diversidade dentro da ótica de recuperação do Rio. Disse também que a decisão de fazer a convenção no primeiro dia do prazo para oficializar as candidaturas se deu porque “o Rio tem pressa”. Presidente do PSD no Rio, Pedro Paulo disse ainda que, se eleito senador, não vai defender “terra plana” nem “banheiro unissex” no Senado, mas que buscará consenso, citando Francisco Dornelles, político que foi senador entre 2007 e 2014. O prefeito do Rio, Eduardo Cavalieri, disse que o fato do governo do Rio ser conduzido pelo desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), não deveria ser um alento pelos feitos que tem realizado, mas um sinal de alerta. “Fomos governados por um grupo com práticas das quais o carioca e o fluminense se envergonham”, disse Cavalieri. Vice de Paes, Cavalieri assumiu em abril, com a desincompatibilização de Paes ao cargo, depois de ter vencido em 2024 a eleição para prefeito pela quarta vez.