Equipe foi superada na final da Copa do Mundo de 2026 pela Espanha 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Torcedor é consolado na Rua da Mooca após vice-campeonato da Argentina para a Espanha na Copa do Mundo de 2026 — Foto: Hyndara Freitas RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 19/07/2026 - 19:50 Torcedores Argentinos em SP Celebram Persistência Após Derrota na Final da Copa 2026 Em São Paulo, torcedores da Argentina viveram um misto de emoções após a derrota para a Espanha na final da Copa do Mundo de 2026. No reduto albiceleste na Rua da Mooca, a tensão do jogo se transformou em aplausos e cânticos mesmo após o revés. Apesar da tristeza, a torcida celebrou a trajetória da equipe e manteve o otimismo para futuras competições, destacando a persistência e o espírito de luta da seleção. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Foi um domingo de tensão na Rua da Mooca, na Zona Leste de São Paulo, local que virou um reduto de argentinos e brasileiros que torcem para a Albiceleste nesta Copa do Mundo. No bar Moocaires, em um posto de gasolina e em nas ruas adjacentes no local, centenas de pessoas se reuniram neste domingo vestidos de branco e azul celeste para acompanhar a final da Copa do Mundo, na esperança do tetra para a seleção de Lionel Messi contra a Espanha, mas não deu. Choro e aplausos: torcedores da Argentina no 'Moocaires' lamentam vice na Copa do Mundo A derrota, entretanto, não deixou clima de velório: o fim de jogo foi marcado por palmas e, apesar do choro de alguns, parte da torcida seguiu tocando e entoando cânticos celebrando a Argentina. Praticamente sem conseguir finalizar e com escassas oportunidades de gol, a Argentina deu poucos motivos de celebrações durante o jogo, mas mesmo diante de um primeiro tempo morno, a torcida manteve a energia no alto com cânticos e vuvuzelas. Alguns momentos de silêncio eram interrompidos brevemente por expressões de “ufa” a cada vez que o goleiro Dibu Martínez fazia defesas que impediram a Espanha de marcar. No segundo tempo, a empolgação foi maior, com os “hinchas” paulistanos gritando para empurrar a seleção argentina a marcar o primeiro gol da partida. Nas expressões dos torcedores, ficou visível a tensão e o sofrimento a cada minuto a mais no relógio. A multidão, que se dividia entre o bar, as calçadas e um posto de gasolina, ficou mais eufórica quando Enzo Fernandez foi expulso, deixando a Argentina com um a menos em campo. Os xingamentos e gritos de revolta, entretanto, logo foram abafados pelos gritos de alívio quando, aos 52 minutos do segundo tempo, já no acréscimo, a cobrança de falta de Lamine Yamal foi defendida por Martinez, dando alguns minutos de alívio para os aficionados pela Argentina. O clima se manteve até que, no segundo tempo da prorrogação, a Espanha fez seu primeiro gol válido. A torcida manteve algum otimismo, mas com a proximidade do fim do segundo tempo e com o escanteio de Messi que não resultou em gol, o roer de unhas e os olhares de decepção tomavam conta de parte dos torcedores. Os mais aficionados, que seguravam bandeiras da Argentina e tocavam instrumentos, porém, seguiam animando e gritando “Messi, Messi!”. Não deu para os vizinhos, e ao fim do jogo, após as palmas reverenciando o trabalho feito pela Albiceleste durante a partida, torcedores argentinos choraram sozinhos, outros com seus filhos e parceiros. A expressão de desânimo durou poucos minutos, já que a torcida organizada Hinchas Paulistanos — que conta com integrantes de torcidas de times brasileiros, como a Gaviões da Fiel — logo recomeçaram a cantoria animada em espanhol para celebrar a Argentina. O argentino Facundo Cerco, de 27 anos, mora no Brasil há oito, disse que o sentimento é de tristeza, mas não de derrota. — A Espanha dominou todo o jogo, mas a gente não se entregou. A gente trabalhou, trabalhou, trabalhou até o final. Não tem jeito, no futebol, eles jogaram melhor e não tem jeito. Mas a gente chegou mais uma vez na final, o que demonstra que a Argentina é um grande time e demonstra ao mundo que a gente consegue uma vez mais. Em 2030 a gente vai competir de novo — disse, otimista. A rua onde se concentrou a torcida pela Argentina — tanto cidadãos do país vizinho quanto brasileiros que simpatizam com sua seleção — abriga o bar Moocaires, fundado em 2007 por argentinos. O nome do local é a junção dos nomes Mooca e Buenos Aires e, por lá, a camisa da seleção albiceleste é regra. Com o crescimento do público nesta Copa, um posto de gasolina vizinho também passou a ser um point para os torcedores, com telões exibindo o jogo para a multidão que se concentra por ali. Neste domingo, a multidão uniformizada começou a chegar ainda no início da tarde, fazendo festa do início ao fim, com baterias, cânticos (alguns inclusive com provocações ao Brasil, ainda que boa parte dos que ali estavam fossem brasileiros) e bebidas argentinas nas mãos, como o Fernet cola. Nos arredores, vendedores ambulantes vendiam camisetas e bandeiras da seleção argentina, e até um restaurante peruano que fica ali perto estava repleto de pessoas vestidas de azul e branco. Após um vídeo do GLOBO sobre o bar ter viralizado nas redes sociais, em junho, os donos do estabelecimento reforçaram a segurança por conta de ameaças. Nas redes, a maioria dos comentários manifesta reclamação de brasileiros deixarem de torcer para seu país para celebrarem a seleção argentina, rival histórica da seleção brasileira. Após a derrota da Argentina neste domingo, foi comum ouvir motoristas de carros e motos gritando provocações para os torcedores que ali estavam. Nesta final, a multidão era tamanha que dois quarteirões da Rua da Mooca foram bloqueados para veículos pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) desde o início da tarde, e somente a noite, após o fim do jogo, é que as vias foram liberadas.
Após derrota, torcedores da Argentina se dividem entre lágrimas e festa e em reduto albiceleste em São Paulo
Equipe foi superada na final da Copa do Mundo de 2026 pela Espanha









