Craque tem chance de reescrever seu fim pela albiceleste na final contra a Espanha 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Messi diante do Chile na final da Copa América de 2016 — Foto: AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 18/07/2026 - 20:46 Messi retorna ao MetLife Stadium buscando novo título mundial Lionel Messi retorna ao MetLife Stadium, onde anunciou sua aposentadoria da seleção argentina há dez anos, após perder a final da Copa América para o Chile. Agora, ele tem a chance de conquistar seu segundo título consecutivo de Copa do Mundo contra a Espanha. Após reverter a aposentadoria, motivado por conversas e conquistas subsequentes, Messi busca apagar fantasmas do passado e reafirmar seu legado com a Argentina. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO No dia 26 de junho de 2016, Lionel Messi vivia no MetLife Stadium uma das noites mais dolorosas de sua carreira. Após desperdiçar sua cobrança de pênalti na decisão da Copa América contra o Chile, o jogador amargou a quarta final perdida com albiceleste, desabou em lágrimas e chegou a se despedir da seleção: “Acabou. Não é para mim”. Agora, dez anos depois, o camisa 10 volta ao mesmo estádio para tentar conquistar sua segunda Copa do Mundo consecutiva, e quarto título pelo país, e fechar sua história vitoriosa com a Argentina no local em que, por algumas semanas, ela parecia ter terminado. Apesar do sucesso pelo Barcelona, Messi insistia em bater na trave pela seleção, mas a derrota no MetLife acabou tendo um peso ainda maior. Já com os vices das Copas América de 2007 e 2015 e da Copa do Mundo de 2014 acumulados nas costas, o camisa 10 teve sua quarta chance de conquistar um título com a Copa América Centenário de 2016. Depois do empate sem gols com o Chile no tempo normal, o jogador isolou sua cobrança de pênalti e viu mais uma vez a taça escapar pelas mãos. Nem o apoio do amigo Sergio Aguero foi capaz de conter as lágrimas de Lionel. — Já tentei muito. Me dói mais em mim que a qualquer um não poder ser campeão com a Argentina. Mas é assim: não deu e infelizmente vou (me aposentar). A seleção acabou para mim — desabafou Messi na zona mista do MetLife Stadium. Messi de joelhos no gramado, na final da Copa América de 2016, no MetLife Stadium, em Nova Jersey — Foto: AFP Peito frio Se hoje o craque é quase uma divindade para os argentinos, na época, o chamavam de “peito frio”, e diziam que, por ter passado boa parte da vida na Espanha, não sentia verdadeiramente a camisa argentina. Àquela altura, a seleção vivia um jejum de títulos de 23 anos, e o peso recaía nas costas de Messi. Mas nem todos pensavam assim. Hoje titular da Argentina na Copa, Enzo Fernández tinha apenas 15 anos quando o astro anunciou a aposentadoria da seleção. O menino, então, desolado com a saída do ídolo, resolveu escrever uma carta para Lionel. — Como vamos convencê-lo de que estamos mortos (pela aposentadoria). Como vamos convencê-lo de que em nossa vida não tivemos 1% da pressão que você tem sobre os ombros — iniciou o jovem Enzo. — Faça o que quiser, Lionel, mas, por favor, pense em ficar. Mas fique para se divertir, é isso que essas pessoas tiraram de você. Quando criança você com certeza sonhava em representar seu país e se divertir. Ver você jogar com o azul claro e o branco é o maior orgulho do mundo. Jogue para se divertir, porque quando você se diverte, não tem ideia de como nos divertimos. Obrigado e desculpe — concluiu. O retorno do herói Dificilmente a carta chegou a Lionel Messi naquela época, mas fato é que ele voltou para a seleção cerca de um mês e meio depois do anúncio, motivado por uma conversa com o técnico Edgardo Bauza, que tinha assumido a equipe. Ainda assim, a reviravolta na história do craque começou apenas anos depois, em 2021, no título da Copa América conquistado em cima do Brasil, no Maracanã. Ali, Messi, enfim, pôde soltar o grito de campeão com a camisa azul e branca. O fim do jejum não foi marcante apenas para o jogador, mas para a seleção argentina como um todo, que se encheu de confiança e venceu mais três taças na sequência: a Finalíssima e a Copa do Mundo de 2022, e a Copa América de 2024.O “peito frio” passou a ser o grande ídolo do país ao lado de Diego Maradona. Agora, dez anos depois, Messi terá a chance de conquistar seu quinto título consecutivo pela seleção, sendo a segunda Copa do Mundo, no mesmo palco onde essa história poderia ter terminado com uma estante vazia. Não será possível ler a mente do jogador para saber o que passará em sua cabeça quando chegar ao estádio, passar pelos vestiários e pisar no mesmo campo em que viveu uma das piores noites de sua carreira. Mas a história parece ter reservado um capítulo especial para a sua última em Copas. Assim, Messi pode apagar de vez os fantasmas do passado e celebrar o segundo título seguido de Copa do Mundo pela Argentina. Por outro lado, pode amargar seu segundo vice em Mundial e também o segundo no MetLife Stadium. Apenas um desses roteiros irá ganhar vida na final contra a Espanha, neste domingo, às 16h, em Nova Jersey.
Na final da Copa, Messi volta ao MetLife, estádio onde anunciou aposentadoria da seleção argentina há dez anos
Craque tem chance de reescrever seu fim pela albiceleste na final contra a Espanha










