Nos mais de três anos de estado de exceção em El Salvador, decretado em março de 2022 e renovado desde então, ao menos 470 pessoas morreram sob custódia do Estado, afirmou a ONG de direitos humanos Anistia Internacional nesta semana.
A informação está no relatório anual da organização sobre a situação de direitos humanos no mundo. Segundo o documento, são motivo de preocupação nessa área 144 de um total de 195 países —número menor do que as 150 nações da edição passada e as 155 de 2024.
O relatório diz ainda que, no ano passado, "autoridades públicas e outros atores poderosos usaram diversas práticas autoritárias para silenciar a sociedade civil e evitar a responsabilização" em diversos países do mundo e "muitos Estados foram culpados por violar o direito internacional dos direitos humanos no contexto do combate ao crime".
Mais especificamente sobre o país centro-americano, "consolidou-se um modelo repressivo, marcado pelo prolongamento do estado de exceção", segundo a entidade. A medida, decretada após uma onda de violência em El Salvador, mantém-se em vigor graças ao domínio do presidente Nayib Bukele no Legislativo, assim como em praticamente todas as instituições da nação.
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